Reitores veem riscos da nova Previdência para Educação

Em Brasília: João Otávio e diversos reitores demonstraram riscos que um dos aspectos da mudança pode causar (Divulgação/UniFEOB)

Na última terça-feira (10), o reitor do UniFEOB, João Otávio Bastos Junqueira, que também é presidente da Abruc (Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior), esteve reunido em Brasília, juntamente com diversos líderes da área educacional, com o senador Tasso Jereissati (PSDB).

Estavam na reunião, além do reitor sanjoanense, outros reitores, o presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, o presidente a UNE (União Nacional dos Bispos do Brasil), Iago Montalvão, o senador Jorginho Mello (PL), entre outras pessoas.

O político, que é o relator da Reforma da Previdência no Senado, está propondo, por meio da PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 06/2019, acabar com a filantropia no Brasil, o que obrigaria a cobrança previdenciária de entidades filantrópicas.

Caso isso venha a ocorrer, diversos setores da sociedade podem ser extremamente prejudicados, em especial à Educação e à Saúde, afetando principalmente a camada mais pobre do país. “Tentemos dar a ele uma noção das consequências da sua proposta para o setor educacional”, afirma João Otávio.

Segundo dados do Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo), as entidades beneficentes de assistência social atuantes na educação superior concedem mais de 400 mil bolsas de estudo por ano, desenvolvem mais de 2,8 mil projetos sociais por ano e atendem mais de 7,1 milhões de pessoas, por meio de projetos ligados à assistência médica, jurídica, fisioterápica, entre outras.

E tudo isso pode ser diretamente afetado, bem como é provável um aumento das mensalidades nas instituições caso a PEC seja aprovada.

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