
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e outras 16 estatais serão privatizadas ainda este ano. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na terça-feira (20) que o anúncio da privatização, que necessita de aval do congresso, será feito nesta quarta-feira (21.
O Ministério da Economia, ao justificar que contém estudo para privatizar os Correios, aponta corrupção, interferências políticas na gestão da empresa, ineficiência, greves constantes e perda de mercado para empresas privadas na entrega de mercadorias vendidas pela internet, o e-commerce.
Como exemplos de ineficiência, a pesquisa aponta o “elevado índice de extravio”, e morosidade no ressarcimento dos produtos extraviados.
Nos estudos para a venda da estatal, a Pasta aponta rombo de R$ 11 bilhões no fundo de pensão dos funcionários, o Postalis. Além disso, o Postal Saúde, plano que atende aos servidores, tem uma fenda de R$ 3,9 bilhões.
A pesquisa mostra que os Correios são uma “vaca indo para o brejo”, envolvendo risco fiscal de R$ 21 bilhões.
Em junho, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o governo federal não pode vender estatais sem aval do Congresso e sem licitação quando a transação implicar perda de controle acionário.
PRIVATIZAÇÕES E PPI

Na manhã desta quarta, questionado sobre privatizações, o presidente Jair Bolsonaro disse que as empresas vão entrar primeiro no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), para depois começar o processo de privatização. Bolsonaro falou com jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada antes de seguir para os compromissos do dia.
“Ah, não é que vão ser privatizadas, vão entrar no PPI para começar o processo de privatização”, afirmou Bolsonaro.
Ainda de acordo com o presidente, o processo dos Correios se encerra ainda neste ano, mas ele lembrou que é um processo demorado, justamente porque precisa de aval do Congresso.
“A privatização dos Correios passa também [ainda em 2019], segundo decisão do Supremo, pela Câmara, pelo Congresso Nacional. Então, é um processo longo, não é rápido, bastante longo”, declarou o presidente.
Da Redação. (Fonte: G1)




