
Dois queijos do Laticínio Montezuma, especialista em produtos derivados do leite de búfala, foram destaques no concurso internacional ‘Mundial do Queijo Brasil’, realizado de 8 a 11 de agosto, em Araxá/MG.
O evento foi organizado pela Guilde Internationale des Fromagers, da França e pela ONG ‘SerTãoBras’, entidade que luta pela legalização do queijo de leite cru e pela valorização do pequeno produtor rural.
Foram mais de 1.000 peças inscritas na feira, que teve degustação com direito a harmonização com tudo que combina: café, vinho, geleia, cachaça e até sorvete.
Trinta juízes da França, que integram a Guilde, participaram da escolha dos melhores queijos, além de jurados da Itália. Entre os participantes havia produtos do Brasil, Japão, Itália, França, Austrália, entre outros países.
E dos mais de 1.000 queijos, dos mais diversos tipos, dois do Laticínio Montezuma pontuaram e ficaram entre os três melhores do concurso. A mussarela no soro levou medalha de prata e a burrata, a de bronze.
Fabio Pimentel, proprietário da empresa sanjoanense, comemora o resultado. “Nossos queijos estão entre os melhores do mundo”, afirma.
O objetivo do concurso, segundo uma das organizadoras, Anna Huffein, é colocar queijos brasileiros lado a lado com os queijos internacionais para premiar os melhores, sem distinção de origem ou tecnologia queijeira.
“Tudo aconteceu devido ao mundial da França, onde uma brasileira ganhou como melhor queijo do mundo. Depois disso, a Débora (Pereira, diretora da SerTãoBras), começou a pensar que o queijo da região tem muita qualidade. No ano passado, fizeram um curso de maturação, daí ela ficou encantada com os queijos e pensou: ‘por que não trazer o mundial de queijo pro Brasil?’”, contou.
O MONTEZUMA
Há 20 anos, Fábio Pimentel iniciou a criação de búfalos e a produção de derivados do leite do animal na fazenda da família, localizada no km 8 da Estrada da Serra da Paulista. “Nós iniciamos com cinco búfalas, 30 litros de leite, produzia 6 kg de queijos por dia, os quais eram trocados na padaria por pão, no açougue por carne. Era produzido em um latão de leite e entregue de fusca”, lembra o empresário.
Mas o tempo passou e Fábio foi profissionalizando o laticínio, que hoje tem produtos em 35 cidades e possui duas lojas próprias (Águas da Prata e na Fazenda). E dos cerca de 180 kg de queijos produzidos mensalmente no início, o Montezuma passou para uma produção de 6.000 kg por mês, entre todos os produtos.
Hoje a variedade de produtos é grande, como queijo frescal, mussarela no soro, mussarela barra, mussarela nozinho, mussarela bastão, mussarela manta, ricota, burrata, doce de leite, parmesão e provolone.
Por Reinaldo Benedetti.




