
IGNÁCIO GARCIA
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No mês passado, os diretores do Experimental Integrado, Cecília Perez, Selma Bertoli e Marcelo Bertoli, participaram como convidados, pela décima vez, da delegação de educadores brasileiros destacados anualmente para visitar países onde a educação é um valor primário para as famílias e sociedade.
A delegação visitou a Alemanha e a Estônia com o objetivo de conhecer, debater e buscar inspiração nos modelos educacionais destes países que estão entre os melhores do mundo pela evolução e resultados no PISA (Programme for International Student Assessment), iniciativa global de avaliação que compara a qualidade da educação em diversos países do planeta, e que está ligada à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), organização internacional de 36 países que aceitam os princípios da democracia representativa e da economia de mercado.
A participação do Integrado na delegação faz parte da proposta da escola, que busca constantemente a excelência acadêmica e a inovação.
VISITAS
Durante a viagem, foram visitados os ministérios da educação dos dois países, bem como 12 escolas, entre elas a TalTech (Tallinn University of Technology) uma das mais prestigiadas universidades da Europa.
Nos dois países, os educadores foram recebidos pelos embaixadores do Brasil, que enalteceram a importância e os impactos das iniciativas educacionais de cada nação e, principalmente, o interesse dos educadores brasileiros em buscar instrumentos e referências necessárias para a transformação social e econômica no Brasil.
No roteiro, conheceram de perto o papel da escola pública e privada, as estratégias de gestão utilizadas nos últimos anos e os critérios de avaliação. “Apesar de toda a diferença cultural, não só social, mas também política e econômica, essa viagem nos mostrou, de maneira muito clara, que o Experimental Integrado está no caminho certo – tanto na questão de formação global dos alunos; do foco na utilização da tecnologia – de maneira ética e responsável; do ensino bilíngue – lembrando que somos pioneiros e referência nesta frente; quanto no desenvolvimento da educação socioemocional, que tratamos com muita ênfase e cuidado”, afirmou a diretora do Ensino Fundamental e Médio, Cecília Perez.
Na Alemanha, a visita teve o apoio do Ministério da Cultura, Juventude e Esportes, responsável pela educação no Estado de Baden-Württemberg.
Também conheceram a Universidade de Tubingen, uma das mais conceituadas da Europa e, em Stuttgart, seis escolas públicas de destaque internacional.
Já na Estônia, em Tallinn, considerada a capital mais digitalizada da Europa, a delegação participou de seminário sobre o sistema de ensino, avaliação do presente e desafios futuros e conheceram escolas de educação básica.
“Um dos principais diferenciais vistos nos dois países foi como, em tão pouco tempo, foram capazes de se transformar utilizando a educação como agente primário desta. O respeito e o cuidado com os educadores e com a primeira infância, e a preocupação de atender as necessidades individuais, tendo flexibilidade e opções para os jovens, mostra o comprometimento que o governo tem com o setor e também os caminhos que podemos seguir”, disse a diretora da Escola de Infância, Selma Bertoli.
Na visão de Marcelo Bertoli, um dos diretores, responsável pelos processos de inovação da escola, o que mais chamou a atenção nas visitas realizadas foi a percepção e o entendimento de como a sociedade e as famílias respeitam as escolas e os docentes.
“Nestes países, ficou evidente que educação é um valor primário. Trata-se de um instrumento fundamental e determinante para que o desenvolvimento individual e coletivo aconteça. Tanto na Alemanha, como na Estônia, existe um entendimento unânime de que a escola fortalece a cidadania, desenvolve a autonomia e permite o desenvolvimento, entre outras coisas, do senso coletivo”.
Além disso, Bertoli destaca, entre outros aspectos, a utilização da tecnologia. “A tecnologia como ferramenta foi tema presente em 100% das discussões e apresentações realizadas. Na Estônia, o fomento e o desenvolvimento tecnológico fizeram do país, antes insignificante economicamente, uma potência educacional, desenvolvedora e exportadora de software e mão de obra qualificadíssima nessa área. Já os alemães foram enfáticos em relação ao bilinguismo, pois tínhamos a ideia de que essa não mais seria uma necessidade. No entanto, nas escolas privadas, o ensino aprofundado da língua inglesa se mostrou o grande diferencial”, completou Bertoli.
Os diretores do Integrado também foram à Noruega, onde debateram a educação e conheceram um pouco da cultura e os Fjords (ou Fiordes), considerados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.




