
BRUNO MANSON
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O descarte incorreto do óleo comestível – também conhecido popularmente como óleo de cozinha – pode contaminar o solo e as águas, trazendo um grande impacto ao ecossistema.
Para se ter ideia, dados da Sabesp revelam que 1 litro de óleo pode prejudicar até 25 mil litros de água. Para conscientizar a população sobre os malefícios dessa prática ao meio ambiente e buscar alternativas para o reaproveitamento da substância, a Prefeitura de Divinolândia, através da Gerência Municipal de Educação, tem promovido atividades com os alunos das escolas municipais.
Exemplo disso ocorreu recentemente na EMEB “Prof. Moacyr Lopes de Carvalho”, onde as crianças, acompanhadas pelas professoras responsáveis, saíram em visita às residências para conscientizar a população sobre os malefícios causados na natureza por meio do descarte incorreto do óleo de cozinha. A ação ocorreu nas casas próximas da unidade escolar e teve uma boa aceitação dos moradores.
Além de conversar com as pessoas e explicar sobre os problemas causados pela substância na natureza, os estudantes também recolheram o material. O óleo arrecadado é destinado a uma empresa especializada, responsável pelo reaproveitamento do produto, seguindo as normas ambientais. “Nossa intenção é preservar o meio ambiente e, através da prática da educação ambiental e da cidadania, chegarmos ao objetivo, além de mostrar que estamos dispostos a contribuir, transformando este problema em solução. São atitudes inovadoras, onde a responsabilidade passa a ser de todos”, destacou a direção da escola.
CONSCIENTIZAÇÃO
O resíduo do óleo de cozinha, gerado diariamente nos lares, indústrias e estabelecimentos, geralmente é despejado diretamente nas águas – como em rios e riachos – ou até mesmo descartado em pias e vasos sanitários, indo parar nos sistemas de esgoto, onde causa danos à rede, como entupimento do encanamento e o encarecimento dos processos das estações de tratamento, além de contribuir para a poluição.
“Desta forma, torna-se viável a necessidade de promover a conscientização dos estabelecimentos e da sociedade, sobre o óleo de cozinha descartado de forma inadequada, que pode causar danos ao meio ambiente”, explicou Neire Jacob, gerente de Educação.




