
BRUNO MANSON
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A falta regular de coleta de lixo hospitalar na Santa Casa de Misericórdia Dona Carolina Malheiros levou o Sinsaúde Campinas e Região a apresentar denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o sindicato, a situação oferece sérios riscos aos trabalhadores e usuários do serviço de saúde.
Em matéria publicada em seu portal, o diretor sindical João Batista Esperança afirma que o lixo contaminado do hospital não é recolhido há semanas e que a situação é preocupante. “Foi constatado que a empresa está descumprindo a NR 32 (Norma Regulamentadora), expondo os trabalhadores e pacientes a sérios riscos. Por isso, fizemos denúncia no MP para que a situação seja apurada”, disse.
O Sinsaúde informa que o gerenciamento dos resíduos sólidos dos serviços de saúde é uma atividade complexa e que exige seriedade e responsabilidade por parte das empresas, pelos riscos que envolve. O órgão ainda destaca que este procedimento deve ser implantado em qualquer estabelecimento que preste serviço de atenção à saúde, conforme determinam as legislações federal, estadual e municipal no Brasil.
“Todas essas normas têm como objetivo evitar a contaminação do meio ambiente e manter a saúde e integridade física dos colaboradores. Com a denúncia feita, a gente espera que o MPT apure e que as providências para regularizar este problema sejam adotadas o mais rápido possível pela empresa”, completou o diretor João Batista.
REGULARIZANDO O PROBLEMA
Diante deste fato, a reportagem do jornal O MUNICIPIO entrou em contato com Guilherme Morellin, administrador da Santa Casa de Misericórdia Dona Carolina Malheiros, para saber mais detalhes sobre este problema. Em resposta, a direção da instituição informa que, como é de conhecimento de todos, a entidade enfrenta alguns problemas de desabastecimento e há um trabalho intenso para garantia da continuidade da assistência ao paciente atendido. “Até os dias atuais, os desafios têm participado da rotina diária da Santa Casa. Desafios estes que só não são maiores graças ao corpo de colaboradores que, envolvidos com sua diretoria e a comunidade em geral, ajudam a instituição a cumprir sua missão”.
Ao comentar a denúncia feita pelo Sinsaúde Campinas e Região ao Ministério Público do
Trabalho, a administração da Santa Casa relata que não foi consultada para possíveis esclarecimentos sobre a matéria divulgada pelo diretor sindical, João Batista. Além disso, a diretoria afirma que já havia tomado as medidas necessárias para a regularização da coleta do lixo hospitalar.
“A entidade possui contrato com empresa especializada para coleta e destinação de resíduos de serviço de saúde. O acúmulo de resíduos em quantidade superior ao habitual se deu por um problema logístico causado pelo atraso de pagamento da referida coleta. Os pagamentos estão em processo de regularização desde a semana passada e as retiradas de resíduos já estão acontecendo com o prazo de regularização até a próxima semana”, explica a instituição.
A administração ainda destaca que a Santa Casa possui um local adequado para armazenamento de resíduos devidamente separados, acondicionados e identificados de acordo com suas características – conforme legislação especifica – e que nenhum prejuízo foi causado aos pacientes ou colaboradores da instituição.




