
PEDRO SOUZA
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Finalmente os fãs de Game of Thrones vão poder dormir mais cedo aos domingos, já que o último episódio da saga foi ao ar no dia 19, pelo canal HBO, com duração de 1h20. O texto a seguir não contém spoiler (termo usado para revelar informações importantes sobre o que aconteceu na série, filme ou livro).
A série, que é baseada nos livros de George R. R. Martin, ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, abrange todos os tipos de público e atraiu admiradores em todos os cantos do mundo; o show foi exibido em 186 países e quebrou todos os recordes da televisão mundial. É a série mais premiada da história do Emmy (o Oscar da TV americana), com 110 indicações, e deve continuar quebrando o próprio recorde neste ano.
No total, foram 73 episódios e oito temporadas. O fim de Game of Thones ficou marcado por uma chama de críticas dos aficionados, que se decepcionaram com o último episódio, talvez não pelo desfecho dos personagens, mas sim pela forma de como tudo foi desenhado, de forma acelerada.
O final foi, de fato, agridoce, como sempre alertavam os showrunners David Benioff, D.B. Weiss e o escritor George R.R. Martin, onde se teria uma mistura de sabor amargo e doce ao mesmo tempo.
Segundo a HBO, a última temporada bateu recorde de audiência, com a média de 43 milhões de espectadores para cada episódio nos Estados Unidos. É a série mais comentada de todos os tempos e arrecada, por ano, cerca de 1 bilhão de dólares.
Em bate-papo com o sanjoanense Misael Mainetti, que é jornalista e pós-graduando em cinema e produção audiovisual, ele ressalta a importância que a série teve em reunir as pessoas para acompanhar cada capítulo. Algo comum há uns tempos atrás, mas que hoje em dia, com a facilidade de acompanhar os episódios, torna-se raridade.
“Em tempos de streaming [tecnologia que transmite programação instantânea através da internet], ‘GoT’ é a única série que conseguiu reunir um grupo de pessoas em frente à TV em um horário definido. Todos os domingos, 22h, famílias e amigos paravam para assistir a guerra dos tronos, religiosamente”, comentou.
Misael também falou sobre a inteligência dos roteiristas, que conseguiram destacar personagens e lugares fictícios em uma realidade próxima a que vivemos.
“A história é sensacional porque o escritor não escreve apenas um livro, Martin escreve um verdadeiro roteiro. Detalhista, ele descreve todos os personagens num enredo que mistura realidade e ficção. Junto disso, o talento dos executivos da HBO que conseguiram, na maioria das temporadas, pegar o que havia de mais importante neste universo e transformar em série de televisão”.
Game of Thrones deixa um legado, principalmente pela jornada que os fãs puderam acompanhar nestes oito anos. A série, que ora esfria, ora esquenta, vai muito além de dragões, mortos-vivos ou qualquer outra fantasia utilizada, ela é cativante com reviravoltas bem construídas, dramas familiares, a busca pelo poder e as histórias, até porque, não há nada mais poderoso no mundo do que uma boa história.




