Desde quando a fértil imaginação do francês Charles Perrault (1628/1703) deu vida a personagens como Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, Cinderella, As Fadas e muitos outros, estas histórias têm preenchido o imaginário de crianças, até mesmo de adultos em todo o mundo – e foi assim que um grupo de colegas de colégio resolveu criar o ‘Princesas Solidárias’.
Jennifer Pestana, que integra o projeto e se caracteriza como a ‘Moana’ nos eventos que o grupo participa, conta que tudo começou no ano passado (2018). “Eu propus à minha turma do colégio que fizéssemos uma arrecadação de alimento para levar até a Apacc (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Câncer). Eles toparam, arrecadamos muitos alimentos e tivemos a ideia de, no dia da entrega, irmos vestidas de princesas – foi ali que nasceu o Princesas Solidárias”, recordou.
Além dela, o grupo é composto por outras oito pessoas/ personagens: NicoleBoaventura (a Elza, de Frozen); Larissa Feliciano Urbano (a Anna, de Frozen); Juliana Zacareli (a Branca de Neve); Camilly Victoria (Pocahontas); Camila Batista (Bela, de A Bela e a Fera); Aline Silva (Jasmine, de Alladin); Luiza Fonseca (a Valente) e Larissa Gabriel (Chapeuzinho Vermelho). “Porém, existem mais colaboradores; a maior parte são colegas da escola que nos ajudam a divulgar e arrecadar os materiais que serão doados”, ressaltou.
E enfatiza que o público alvo deste projeto são crianças de qualquer instituição ou de bairros carentes. “No momento, estamos estruturando um novo projeto, que apresentaremos na Prefeitura, para que possamos visitar, todo mês, uma creche da cidade. O nosso projeto com fantasias de Princesas é voltado para crianças, mas existe também a doação de alimentos para instituições como Lar São José”, pontuou.

Quanto a atuação do Princesas Solidárias junto a essas instituições, Jennifer descreve que seu grupo interage com as crianças, realizando brincadeiras, gincanas e que o principal foco é a leitura. “Primeiramente somos nós que procuramos as instituições, para perguntar se elas aceitam que nós atuemos com o projeto nelas; então arrecadamos o que a instituição necessita e no dia da entrega, passamos um tempo com as crianças”, esclareceu ela, sobre como funciona este trabalho voluntário.
Aliás, para essa Páscoa, o Princesas Solidárias está com o projeto Páscoa Solidária e está arrecadando chocolates de todos os tipos. “Vamos fazer entregas na Camid, Caach e Ceac – já conseguimos uma grande quantia mas até sábado (20), iremos arrecadar mais”, disse.
Ela considera que realizar este trabalho, vestir a pele da Moana e ir alegrar tantas crianças é algo que literalmente mudou sua vida.
“Eu cresci vendo minha mãe fazer inúmeros projetos sociais, ajudando pessoas e sempre quis ser como ela, mas nunca soube como. Quando as Princesas surgiram, senti que estava fazendo parte de algo que poderia mudar vidas e isso me fez perceber que é o que quero para minha vida: trabalhar para ajudar a melhorar a vida das pessoas. A sensação não tem preço é inexplicável o modo como cada sorriso e cada abraço renova nossas esperanças de que o mundo pode, sim, ser um bom lugar. Minha experiência na Apacc me fez ver que o mundo é muito além de violência, que enquanto pessoas jogam suas vidas fora, há crianças que lutam (algumas muito pequenas) todos os dias para viver e, mesmo assim, não perdem as esperanças. Por isso quero depositar toda minha fé e esperança nelas”, finalizou.
Pessoas que porventura se interessem em doar chocolates e ajudar as ‘Princesas’ nesta campanha, basta acessar o Instagram @Princesas.Solidárias.
Por Daniela Prado.




