A Orquestra Brasileira Inclusiva, idealizada pelo maestro e professor de música Carlos Henrique Toni e a primeira Orquestra Brasileira a trabalhar na promoção de pessoas com deficiência, está concorrendo ao PPM (Prêmio Profissionais da Música ad Award) de 2019.
Trata-se de um Prêmio criado com o objetivo de expor e reconhecer a contribuição de todos os profissionais envolvidos na construção de uma obra musical, desde a criação, produção e até a convergência – circulação de obras de arte musicais e audiovisuais, nos meios físicos e digitais.
Para que a Orquestra Inclusiva possa ser classificada para a etapa seguinte, é necessário que a mesma obtenha maioria de votos do público, realizados pelo link http://ppm.art.br/votacao/
Toni, o maestro, conta que o PPM surgiu há 5 anos e é realizado por iniciativa de uma comissão particular. “Qualquer instituição ou artista pode se inscrever num primeiro momento. Você se inscreve, manda um link do seu trabalho e uma comissão interna avalia quem passará ou não para a próxima fase. Então eu mandei o link do nosso trabalho com a Orquestra e conseguimos passar nessa primeira fase”, conta Toni, acentuando que várias Orquestras do Brasil, inclusive a Sinfônica da Petrobrás também estão inscritas nesse Prêmio.

São várias categorias musicais as que o PPM engloba, dentre elas a de Orquestra, na qual a Inclusiva está inserida. “Nosso projeto é de inclusão, mas estamos concorrendo com projetos que não são [de inclusão], que são projetos de profissionais mesmo”, pondera Toni.
O maestro descobriu o PPM por acaso, navegando na internet e decidiu participar, inscrevendo a Orquestra Brasileira Inclusiva. “Cerca de 28 dias depois da inscrição, saiu o resultado das semifinais e agora, nós estamos disputando. A premiação será na cidade de Brasília e vai ter uma solenidade, quando eles vão entregar um prêmio (troféu) em nossas mãos”, adianta ele.
Sempre estudioso do assunto, Toni salienta que a música é uma ferramenta muito poderosa e sua atuação no cérebro humano, cientificamente comprovada. “Quando trabalhamos com pessoas com deficiência, estas [deficiências] são cerebrais, físicas e a música ajuda a melhorar todos esses aspectos. Até para as pessoas que não têm deficiência, a música potencializa e muito as questões de habilidades, inteligência, interação social, além de expandir realmente nossa conexão neural, conseguindo atingir vários pontos do cérebro”, finaliza.
Por Daniela Prado.




