O curta-metragem ‘Dança em Preto e Branco’, produção sanjoanense cuja direção é assinada por Bruna Ribeiro, já tem data marcada para pré estreia – será no dia 23 de março, sábado, às 20h, na Casa Pagu, à Pça Cel. Joaquim José, nº 34, apt. 2 (próximo ao Santander).
No elenco, atores e personalidades sanjoanenses ligadas ao audiovisual, como Ana Divino, Silas Marciano, Willian Faria, Raquel San, Antônio Domenc, Anna Zanetti e Vitor Rodrigues Guerreiro, além dos músicos Gustavo Mérida e Vinícius Guerreiro.
Bruna Ribeiro, jornalista que criou o roteiro e está por trás da direção de ‘Dança em Preto e Branco’, conta que o curta, que tem cerca de 20 minutos de duração.

“A história conta a vida de um casal de artistas em processo de criação e o que acontece nesse momento. A criação aponta um momento de mudança na vida dos dois, um momento de amadurecimento e mudança de perspectiva diante da vida. Enquanto Mila cria imagens, Zeca cria histórias e o tema dança e as cores preto e branco são elementos presentes nas obras de ambos”, adiantou.
E salienta que as obras que os personagens centrais desenvolvem fazem uma analogia da dança com a Caixa de Pandora (e as suas desgraças e liberdade) e do preto e branco com a Caverna de Platão (com suas sombras e proteção).
“Suas criações se misturam com suas vidas e vice-versa. O conflito principal do curta é o ciúme, que aparece durante grande parte do filme, de forma indireta e sem nunca revelar se esse sentimento vem acompanhado de um motivo real ou se é simplesmente uma projeção irreal”, completou.
Bruna considera que a criação deste filme ocorreu para que ela mesma aprendesse a lidar com as coisas que não gosta, mas que fazem parte do mundo, da vida. “No mundo em que vivo, as desgraças da Caixa de Pandora estão todas por aí. Então, precisei encontrar minha própria ‘Pandora’ para aprender a lidar com minhas desgraças, para eu existir no mundo e parar de reclamar pelos cantos. Outro ponto foi aprender a lidar com a época em que vivo, onde a Caverna de Platão, as projeções e avatares estão se tornando mais reais do que a própria realidade física”, argumentou.
Bruna finaliza dizendo que o curta é um registro poético, filosófico, artístico e realista do lugar e da época em que ela vive – e dela mesma.
Por Daniela Prado.




