Atualmente, o ciclismo tornou-se um esporte bastante popular, seja para recreação ou mesmo para competir seriamente.
Em São João da Boa Vista, por exemplo, há inúmeros grupos de adeptos desta modalidade e todos os participantes se declaram extremamente felizes com a qualidade de vida que ‘o pedal’ traz, para o corpo e para a mente.
Contudo, para se exercitar com segurança é preciso tomar alguns cuidados, a fim de evitar riscos e lesões.
Rogério Gomes Alves, Profissional de Educação Física, especialista em Treinamento Desportivo e Triathlon pela Unicamp e professor da Sociedade Esportiva Sanjoanense, esclarece que o ciclismo é uma atividade que exige muito do sistema cardiovascular e muscular, principalmente dos membros inferiores como coxa, pernas e pés.
“Mas a posição que o ciclista se encontra em sua bicicleta pode fazer toda a diferença no conforto e de sempenho. A má posição em cima da bike pode trazer, durante as pedaladas, algumas lesões, como dores no joelho, quadril e desconforto lombar”, salienta ele.

E completa que tal incômodo acomete tanto ciclistas profissionais, como amadores, devido a posição inadequada como, por exemplo, a altura do banco, que pode interferir na força gerada na articulação do joelho. “Uma preocupação cons tante entre ciclistas é quanto ao risco de queda, principalmente entre amadores”, diz Rogério.
O profissional enfatiza que as lesões surgem devido a uma má postura na bike. “Ciclista experiente realiza uma avaliação, chamada bike fit, onde o avaliador faz todos os ajustes na bike, de acordo com a altura do ciclista. Algumas dores no joelho costumam surgir também devido ao mal apoio do pé no pedal ou ao posicionamento incorreto do taco da sapatilha, utilizado por ciclistas mais experientes. As dores lombares acontecem devido ao mal posicionamento entre o banco e o guidão que, por conta de uma baixa flexibilidade, trazem desconforto e dores nas costas durante pedaladas longas e após a prática”, detalha Rogério.
Para evitar estes problemas, alguns cuidados podem ser tomados com antecedência e o especialista destaca que, na hora da compra da bicicleta, sempre recomenda-se ana lisar o modelo e tamanho. “De acordo com o tamanho do ciclista será sua bicicleta, pois a bike deve deixar o ciclista em uma posição que lhe dê todo conforto. Uma pessoa com 1,60 a 1,69m, por exemplo, teria que utilizar uma montain bike número 17 ou tamanho M; para ciclistas com altura de 1,70 a 1,80m, o quadro ideal seria do tamanho 18 ou 19”, sugere ele.
Rogério deixa um link de acesso, onde ciclistas menos experientes podem encontrar dicas – trata-se de um vídeo gravado por ele, na época em que, em São João, havia o ‘Pedal Educa’, confira em https://www.youtube.com/watch?v=nhqKs-ZKcg0 .
O que fazer quando as lesões já se instalaram
Segundo Rogério Gomes, professor de educação física, após as lesões aparecerem, o ciclista deve procurar um médico, profissional habi litado a indicar o melhor tratamento.
“Em muitos casos, algumas sessões de fisioterapia ajudam o ciclista a retornar as atividades. Após essa liberação, um fortalecimento de toda musculatura se faz necessário. A prática de musculação, de 2 a 3 vezes por semana, comprovadamente também ajuda o ciclista a melhorar o desempenho”, pontua ele.
E conclui que, estatisticamente, o ciclismo tende mais a melhorar os incômodos e as dores do que os provocar. “Pedalar de 30 a 90 minutos, 3 vezes por semana, pode melhorar dores articulares, ajudar a perder peso, a fortalecer a musculatura e articulações, assim como a liberação de serotonina, após a atividade, tende a dar todo o prazer e relaxamento, que faz a atividade ser algo ainda mais prazeroso”, finaliza Rogério.
Por Daniela Prado.




