A Polícia Militar Ambiental resgatou um veado-catingueiro que estava acuado nos fundos de uma residência localizada à rua Ambrósio Margutti, no Bairro Santa Terezinha, em Santa Cruz das Palmeiras, distante cerca de 63 quilômetros de São João da Boa Vista.
Os policiais Ezequiel e Mafra (nomes de farda), atenderam a solicitação feita à sede do pelotão, em Pirassununga, e resgataram o cervo da espécie Mozama gouazoubira, popularmente conhecido como veado-catingueiro.
O animal silvestre é muito perseguido por caçadores e, segundo a Polícia Ambiental, a incidência da espécie na área urbana tem aumentado.
A polícia, inclusive, suspeita que o veado provavelmente estava fugindo de algum caçador. Apesar de assustado, ele não apresentava ferimentos e foi solto pelos policiais militares ambientais em seu habitat natural, afastado da zona urbana.

CRIME AMBIENTAL
A Polícia Ambiental lembra que a retirada de animais do meio ambiente pode causar desequilíbrio ecológico e refletir em todo o ecossistema, inclusive podendo causar sérios danos ao próprio homem.
Além disso, caçar animais silvestres é crime e passível de punição. Quem for pego caçando responderá criminal e administrativamente.
Por fim, alerta que a manutenção em cativeiro ou abate desse animal pode configurar crime ambiental e infração administrativa nos termos da Lei Federal nº.: 9.605/98 e Resolução da SMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) nº.: 48/14, respectivamente.
ESPÉCIE EM EXTINÇÃO
O veado-catingueiro, cujo nome científico é Mazama gouazoubira, também conhecido por veado-virá, virá, virote, guaçutinga, guaçucatinga e guaçubirá, é um cervídeo de pequeno porte, pesando entre 11 e 25 kg. Mede entre 85 a 105 centímetros de comprimento e possui entre 50 e 65 cm na altura da cernelha.
Por Ignácio Garcia.




