Operação da PM Ambiental apreende 195 kg de pescados em São João e Mogi Guaçu

A Polícia Militar Ambiental apreendeu 195 kg de pescados e aplicou R$ 8.978 em multas durante a Operação Fonte de Consumo de Pesca, desencadeada em São João da Boa Vista e Mogi Guaçu nesta quinta-feira (17).

A força-tarefa, desenvolvida paralelamente à Operação Piracema, resultou, ainda, na fiscalização de 12 pontos, oito TVAs (Termos de Vistoria Ambiental) elaborados, seis AIA (Autos de Infração Ambiental) aplicados, quatro BOAs (Boletins de Ocorrência Ambiental) registrados e na apreensão de um animal silvestre abatido e oriundo da caça ilegal.

O objetivo da ação Fonte de Consumo de Pesca coibir o comércio e armazenamento de pescado sem procedência e/ou oriundo da pesca ilegal, especialmente no período da Piracema.

Na operação realizada nas duas cidades, foram empregados 11 policiais e quatro viaturas, que contaram, ainda, com apoio do SI (Serviço de Inteligência), sob comando do tenente Ivo Fabiano Morais, comandante do 2° Pelotão Ambiental, sediado em São João.

Pescados e animal abatido foram apreendidos durante a operação – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)

EM SÃO JOÃO

Na ação na cidade, foram apreendidos 108,8 kg de camarão, 12,3 kg de peixes nativos (piapara e cascudo) e 2,5 kg de mariscos durante a fiscalização a uma peixaria localizada à rua Henrique Cabral de Vasconcelos, no Jardim São Nicolau.

Segundo a Polícia Militar Ambiental, no estabelecimento, foi constatado que os pescados armazenados e comercializados estavam sem comprovação de origem.

Na ocasião, dois autos de infração ambiental, que totalizaram R$ 4.818, foram elaborados, com base ao Artigo 36, parágrafo 1, Inciso IV da Resolução SMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) n.: 048/2014. Todos os pescados ilegais acabaram apreendidos para posterior destinação.

A força-tarefa contou com a participação de duas equipes da PM Ambiental, uma delas composta pelo sargento Dias, cabo Peluque e soldado Morelli (nomes de farda) e a outra pelos cabos Ribeiro, Belizário e Leme.

As informações constam no BOA (Boletim de Ocorrência Ambiental) número 6.412/19.

Apreensão de camarão (108,8 kg), peixes nativos (12,3 kg) e mariscos (2,5 kg) aconteceu em peixaria no Jardim São Nicolau, em São João – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)
Peixaria está localizada à rua Henrique Cabral de Vasconcelos – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)

MOGI GUAÇU

Naquele município, abrangido pelo 1º Pelotão da PM Ambiental, sediado em Pirassununga, foram realizadas três registros de ocorrências – duas de apreensão de pescado ilegal e uma versando sobre guardar espécime da fauna silvestre oriunda de caça.

Em uma delas, equipe composta pelos cabos Paiva e Ezequiel (nomes de farda), apreenderam 64 kg de pescados nativos (Curimbatá, Cascudo, Lambari e Mandi) no freezer de um imóvel à rua dos Ipês, em Mogi Guaçu, depois que documento de origem ou declaração de estoque não foi apresentado.

Segundo o BOA nº.: 11.450/2019, foram elaborados dois AIA (Autos de Infração Ambiental), totalizando R$ 2.820. O primeiro deles, de R$1.960 – por violação do Artigo 36, parágrafo 1, Inciso VI da Resolução SMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) n.:  48/14 – e o segundo de R$ 860 – por violação do Artigo 36 parágrafo, Inciso IV -, ambos em desacordo com o Artigo 13 da Instrução Normativa 25 do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Na sequência, todo o pescado acabou apreendido em freezer próprio da PM Ambiental para posterior destruição ou doação mediante laudo técnico.

Sessenta e quatro quilos de pescados nativos foram apreendidos em freezer, em imóvel de Mogi Guaçu – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)
Todos os pescados foram pesados antes do recolhimento – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)

No mesmo local, os pms localizaram um animal da fauna silvestre da espécime tatu-galinha (dasypus novemcinctus), abatido e armazenado em um freezer.

O autor foi conduzido ao Plantão Policial pelo cometimento de crime ambiental capitulado no Artigo 29 da lei federal nº.: 9605/1998, bem como lavrado o AIA (Auto de Infração Ambiental), na modalidade multa simples, no valor de R$ 500, por violação do Artigo 25 da Resolução SMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) nº.: 48/14, e o exemplar abatido, supostamente oriundo da caça ilegal, foi apreendido para a destinação adequada, de acordo com o BOA nº.: 12.313/2019.

Tatu-galinha (dasypus novemcinctus) foi abatido e era armazenado em um freezer – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)
Exemplar abatido, supostamente oriundo da caça ilegal, foi apreendido para a destinação adequada – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)

Por fim, a apreensão de pescado ilegal (7 kg) aconteceu em imóvel à rua Lúcio Bueno, na mesma cidade. Os cabos Paiva e Ezequiel (nomes de farda) vistoriaram o local apontado e foi constatada a existência de 7 Kg de pescado nativo (Lambari e Pintado).

Foi elaborado AIA (Auto de Infração Ambiental) na modalidade multa simples, no valor de R$ 840, nos mesmo parâmetros da ocorrência anterior, segundo BOA nº.: 11.546/2019.

Sete quilos de pescados estavam em imóvel de Mogi Guaçu – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)
Pelo pescado sem comprovação de procedência, a multa simples foi de R$ 840 – (Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)

Por Ignácio Garcia.

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