A Prefeitura de Espírito Santo do Pinhal vai exigir mais rigor do Conderg (Consórcio de Desenvolvimento da Região de Governo de São João da Boa Vista), que administra o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), depois que um idoso de 80 anos morreu naquela cidade, no dia 7 de janeiro, cerca de uma hora depois ter atendimento recusado por uma médica do Samu, lotada na Central Reguladora, localizada à avenida João Osório, em São João. A Comissão de Saúde de Pinhal reuniu-se com os envolvidos nesta quarta-feira (16) para pedir providências.
No município vizinho, na região e até no País, o assunto ganhou força rapidamente depois que o aposentado Geraldo Vicente, natural de São João da Boa Vista, teve o atendimento negado após precisar de uma ambulância porque passava mal.
No programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes e apresentado por José Luiz Datena, a morte do aposentado em consequência de uma suposta omissão de socorro, ganhou repercussão nacional. Isso porque, após tentativas frustradas por uma viatura do Samu, um vizinho da vítima, Leonardo Orte, ligou para o Samu para reforçar o apelo mas, na ocasião, a médica do serviço atendeu, conversou com o rapaz e negou enviar um veículo à residência do idoso. (Leia a conversa na íntegra no final da matéria)
REUNIÃO
A recusa no atendimento e a resposta da médica chamaram a atenção, também, da Câmara Municipal de Espírito Santo do Pinhal. A Comissão de Saúde do município chamou representantes do Samu para prestar esclarecimentos.
“Os procedimentos e a conduta da médica, doutora Vera, foram dentro dos padrões do Samu? Pelo meu ver, não! Então, nós, eu como presidente da comissão de saúde, exigimos uma resposta à sociedade, porque casos assim têm se estendido País afora”, disse Jhonny Laurindo, presidente da Comissão de Saúde de Pinhal, em entrevista ao telejornal Band Cidade, da Band Campinas, afiliada da TV Bandeirantes.
Conforme O MUNICIPIO apurou, o Samu de Pinhal é mantido pelo Conderg, que envolve outros nove municípios que compõem a região administrativa. Naquela cidade, o gasto mensal com o serviço gira em torno de R$ 60 mil, valor usado para o custeio de viaturas, reparos desses veículos e, também, pagamento de pessoal.
Em Pinhal, o serviço é de responsabilidade de uma enfermeira, que foi à Câmara Municipal para prestar esclarecimentos. Já a médica envolvida na polêmica fica em São João, sede da Central Reguladora do Samu e que recebe chamados e envia veículos para os atendimentos.

Ainda na reunião da Câmara de Pinhal, a secretária municipal de Saúde, Rita de Cássia Minarbini, informou que vai pedir mais rigor do Consórcio com os atendimentos. “Já enviamos ofício ao Conderg, que é o responsável pela administração do Samu na região de São João da Boa Vista, e agora vamos fiscalizar e tentar criar algum método para qualificar o serviço prestado no município”, afirmou.
O Conderg instaurou processo administrativo para apurar o caso. Amarildo Duzi Moraes, presidente do Conderg e que também é prefeito de Vargem Grande do Sul, também estava na audiência. “Na verdade, a médica, ela tomou a iniciativa de não encaminhar. Cabia a ela tomar esta decisão, ou seja, liberar ou não a viatura. Este processo administrativo, agora, vai avaliar a conduta médica, se foi correto para a ocasião ou não. O processo pode terminar com pedido de arquivamento, advertência ou até de demissão por justa causa”, garantiu. Ele informou, ainda, que um relatório deve ser concluído em até 30 dias.
“Isso não pode ficar em vão. Não foi só o senhor Geraldo, não foi um caso isolada, está entendendo?! Foi omissão de socorro”, afirmou o vizinho Leonardo Orte.
“O áudio é claro, de que a conduta dessa médica, ao atender um munícipe pinhalense, ao meu ver, fugiu dos padrões adotados pelo Samu”, concluiu o presidente da Comissão de Saúde, Jhonny Laurindo.
CASO
Na segunda-feira (7), por volta das 12h, o aposentado Geraldo Vicente, 80, passou mal enquanto estava acompanhado da esposa, dona Maria José de Jesus Vicente, também idosa. Ambos não têm filhos e moram há cerca de dez anos em uma casa à rua Mariana Name Jacobe, no Jardim Monte Alegre, em Pinhal.
Quando o vizinho Leonardo Orte soube que o aposentado não sentia-se bem, mesmo do trabalho, resolveu ajudar e ligou para o Samu pedindo ajuda. “Ela (dona Maria) estava desesperada, porque já tinha ligado por diversas vezes e em todas negaram”, disse.
De acordo com o apurado na ocasião, a viatura já havia sido chamada, mas o motorista estava em horário de almoço e o paciente teve que esperar. Com a recusa do Samu em atender a vítima, foi preciso esperar uma ambulância do Hospital Municipal Francisco Rosas, que chegou uma hora depois da primeira ligação feita ao Samu.
Após o veículo municipal chegar, o aposentado chegou a ser socorrido e levado ao PAM (Pronto Atendimento Municipal) Dr. Ciro Carlos Corsi, em Pinhal, mas devido à espera de cerca de uma hora sem atendimento, Geraldo Vicente foi a óbito às 13h25 daquela segunda-feira (7). No laudo médico, a causa apontada para a morte foi choque séptico (falência múltipla dos órgãos) e insuficiência do trato urinário.
Segundo apurado, a vítima pouco levantava da cama, tinha pressão arterial alta, sofria com problemas cardíacos e estava com a saúde debilitada. A esposa dele, Maria José, tem a audição comprometida e outras doenças crônicas.
Por Ignácio Garcia. (Fonte: Band Campinas/TV Bandeirantes)






Tem que ser expulsa e deixar sem salário!
Esta médica terá que ser exonerada da sua função como médica, pois não tem educação e muito menos amor ao próximo; a pessoa que estava passando mal, com certeza tem idade para ser seu pai, ou talvez seu avô, e nem isso tocou seu coração.
Médico muitas vezes coloca o coração na frente da razão 😓😓
[…] Idoso aguarda mais de uma hora pelo Samu e morre […]
Estou indignada com a grosseria dessa médica do SAMU…. meu Deus essa não jurou nada … essa só trabalha pelo salário. Não merece o cargo…. Que horror. Que feiura, não conheço a vítima que foi negado o socorro. Mas sinto muito…. E quanto a essa médica, o seu travesseiro não vai ser o mesmo depois disso
Mais depende muito no que o solicitante descreve ,porque aqui em São Paulo o SAMU e táxi de morador de rua e usuário de drogas estas são as prioridade da gestão do SAMU ,mais esquecem que tem outras pessoas necessitando do serviço ,aí fica na espera porque levam os moradores de rua para o hospital que a maioria só querem dormi e come aí as maca ficam retidas isto a população não ver a mídia não ver isto porque só ver quando alguém faz alguma coisa que repercute todos criticam sim o senho necessitava do serviço viu que o SAMU nao mandou uma Ambulancia porque não usou outro meios como bombeiro polícia ou até mesmo um veículo para se locomover até o.pronto socorro ,aí aguada uma hora em casa o SAMU errou mais as pessoas que estava com a vítima erraram mais ainda vendo que a ambulância não vinha não usaram outos órgão
Essa matéria é realmente chocante. Através das gravações podemos nos colocar no lugar dos envolvidos e sentir a mesma indignação, e porque não dizer, raiva também. O rapaz foi correto tentando ajudar mas, foi em vão pois, esbarrou na incompetência da saúde pública, dos funcionários públicos e no péssimo serviço oferecido pela prefeitura ao município, à população a quem deveriam servir. Um cidadão morreu e não foi por acaso. Agora essa mesma população quer saber qual será o posicionamento da administração.
Exoneração com justa causa, por serviço mal prestado, ingerência, posicionamento anti-ético na função, incapacidade de administrar crises, o seja lá o que quiserem alegar. A população exige essa postura administrativa da prefeitura do município. E quanto aos outros atendentes, também acredito que devem ser punidos. Todo e qualquer funcionário deve saber que serve a alguém, um superior ou vários (daí vem o nome serviço, e não emprego), porém o funcionário público serve também a população, ela sim é a motivadora de estar ele nesse cargo ou função.
Certamente vamos acompanhar o desfecho dessa história tão triste e não esperamos mais decepções.