Falar em câncer animal já não é tão raro assim e sabe-se que esta patologia também atinge os pets, levando os tutores a seguirem com cuidados e tratamentos.
Segundo o médico veterinário André Luiz Bussamara de Freitas, quando se fala em câncer, o primeiro impacto é o susto, seguido de pensamentos ruins como a morte.
“E quando isso acontece com nossos animais, traz sofrimentos a toda a família humana e ao próprio animal também. O câncer acontece tanto em humanos quanto em animais por uma diferenciação celular anormal, transformando células normais em células cancerígenas e podendo acometer qualquer órgão”, justifica André.
O tratamento, segundo ele, na maioria das vezes é cirúrgico e, em alguns casos, se faz necessário o uso de quimioterapia, mas só o médico veterinário é apto a saber qual o procedimento mais indicado.
“O câncer acomete mais cães do que gatos. E são vários os tipos de tumores. O diagnóstico precoce é sempre a melhor opção para uma possível cura, daí a importância de levar o animal ao veterinário para consultas de rotina, exames de imagem e laboratoriais”, enfatiza André, completando que isso infelizmente não acontece com frequência e que os tumores, são descobertos, na maioria das vezes, tarde demais.

O veterinário destaca que, nos cães machos, os tumores mais comuns são os de testículo, pele, baço, fígado, osso e eventualmente pulmões, não descartando outros órgãos como rins e intestinos por exemplo.
“Já nas cadelas, os tumores de mama são muito frequentes, seguidos de tumores em pele, ovários, baço, fígado, osso e pulmões. Tanto machos quanto fêmeas são acometidos também por linfomas, tipo de câncer que afeta as células de defesa do organismo. Na maioria dos casos, os animais demoram a apresentar sintomas ou os tutores demoram a reconhecê-los”, observa.
E acrescenta que os sintomas são muito diferentes para cada tipo de tumor, mas de modo geral, os tutores devem ficar atentos a emagrecimentos, feridas que não cicatrizam, massas, nódulos ou qualquer ‘caroço’ que apareça pelo corpo do animal, perda de apetite ou dificuldade em se alimentar, cansaço excessivo, urina e fezes anormais.
“O diagnóstico é sempre feito com exames complementares e o prognóstico da doença vai depender do tipo de tumor, da idade do animal, estágio da doença e da resposta ao tratamento. Punções e biópsias são, geralmente, as formas mais usadas para diagnosticar o câncer no corpo de cachorros. No entanto, exames laboratoriais, histopatológicos e de imagem diversos também costumam ser requisitados para confirmar a presença e o nível de desenvolvimento da doença”, finaliza André, lembrando que, durante o tratamento, o principal objetivo é que a qualidade de vida do cão seja mantida, com uma rotina pouco modificada e levar a vida o mais normal possível.
Por Daniela Prado.




