Na última quinta-feira (20), os cotistas do Palmeiras aprovaram, em Assembleia Extraordinária, uma parceria entre o clube e o UniFEOB. O objetivo, de acordo com o atual presidente José Cláudio Ferreira, é salvar o patrimônio do Palmeiras, que vive crise financeira há anos.
“A crise financeira que assolou o Brasil nos últimos anos e a abertura de dezenas de novas academias em São João da Boa Vista tiveram reflexos diretos nos clubes sociais. E com o Palmeiras não foi diferente”, explicou.
Claudinho, como é conhecido, contou que, depois que assumiu, até conseguiu elevar o número de sócios pagantes para cerca de 1.500, mas, segundo ele, este número começou a cair e, atualmente, a quantidade de associados não é suficiente para manter o clube aberto.
“Nós tínhamos duas alternativas: ou arriscávamos fazer novo empréstimo, colocando em risco o patrimônio do clube ou buscávamos, neste momento, uma parceria, para que o patrimônio e a história do clube pudessem ser preservados. E optamos pela segunda alternativa”, afirmou.

O reitor do UniFEOB, João Otávio Bastos Junqueira, comemora a parceria e cumprimenta os dirigentes do Palmeiras pela opção de não acabar com o clube. “A parceria também permite manter vivas a tradição e a história do clube. Ele vai continuar existindo, a pessoa jurídica do clube que é dona do patrimônio. A diretoria teve a preocupação em manter isso e não simplesmente vender tudo e dividir com os cotistas. Pensaram na cidade e não apenas no financeiro”, cumprimentou o reitor.
João Otávio explicou que, além das atividades acadêmicas e educacionais que serão desenvolvidas no local, o UniFEOB já está pensando em diversas ações para preservar a história do Palmeiras.
“Está prevista uma grande festa para comemorar o centenário do clube, que será em 2024. Também estamos preparando um evento para comemorar os 40 anos do título do Palmeiras da Segunda Divisão do Paulista, em 2019. Enfim, tem uma série de eventos e ações que vamos fazer para preservar a memória e o nome do clube”, adiantou.
O reitor ainda revelou que pretende manter algumas atividades esportivas nos espaços. “O UniFEOB sempre foi uma parceira do esporte e queremos ampliar esse incentivo com a estrutura que teremos à disposição”.

PARCERIA
A parceria entre UniFEOB e Palmeiras será por 20 anos e envolve a sede e o Estádio Getúlio Vargas Filho.
O Centro Universitário assume a atual dívida do clube e os valores das rescisões trabalhistas que irão ocorrer e o Palmeiras cede, num sistema de arrendamento, estes dois imóveis para administração do UniFEOB por 20 anos. “Não estamos pegando nada de graça. Vamos assumir a dívida para que o Palmeiras possa quitar os empréstimos bancários e fazer as rescisões trabalhistas necessárias”, explicou João Otávio.
Os encargos sobre os imóveis e toda a manutenção dos espaços também ficarão por conta do Centro Universitário.
COTISTAS
Questionados como ficarão os cotistas do clube, João Otávio e Claudinho revelaram que houve um acordo para que eles possam continuar usando as dependências do Palmeiras, em horários e com regras a serem definidos pelo Centro Universitário.
Sobre os sócios não cotistas, o reitor do UniFEOB não descartou voltar a recebe-los no futuro.
Por Reinaldo Benedetti.




