Devido ao feriado deste início de semana, a Câmara Municipal remanejou a sessão ordinária para a noite desta quarta-feira (21). E na reunião o projeto que visa proibir o uso e a comercialização de canudos de plástico em São João da Boa Vista deve ser aprovado pelos vereadores.
A proposta, idealizada pelo vereador Sebastião Neris (PV) já foi aceita, em primeira discussão, pelos edis, na sessão da última semana. Agora, na noite desta quarta, o projeto deve ser aprovado de maneira definitiva e enviado ao prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB). Caso sancionado pelo chefe da administração municipal, a medida passa a valer na cidade em forma de lei.

Neris, após a aprovação em primeiro turno, salientou o alto tempo de decomposição do canudo de plástico, o que causa danos ao meio ambiente. O edil destacou que a cidade seria pioneira ao aprovar o projeto e se tornar referência a outros municípios da região e do Estado de São Paulo.
“O canudo de plástico causa danos ao meio ambiente, pois a decomposição leva 100 anos. Ele pode ser substituído por produtos desenvolvidos com outros materiais e, por isso, é importante que a gente pense no meio ambiente e aprove essa lei. São João é uma cidade que cresce cada vez mais e devemos ser exemplo para outros municípios. A aprovação fará com que São João seja uma das pioneiras no Estado de São Paulo com a implantação desta medida”, explicou ao O MUNICIPIO.
EM VIGOR E ALTERNATIVAS
O Rio de Janeiro é uma das cidades do Brasil que já aprovou uma lei semelhante. E mesmo antes da adesão da capital carioca à proibição, grandes grupos como Starbucks, McDonald’s, American Airlines, Disney e Marriott, por exemplo, anunciaram que já começaram a fazer a transição do plástico para outros materiais e que pretendem abandonar a resina definitivamente nos próximos anos.
Com as empresas se antecipando à legislação para atender à mudança de hábito do consumidor, os fabricantes de canudos de plástico começaram a buscar soluções para adequar a produção a um novo perfil de demanda. Paralelamente, pequenos empreendimentos têm investido no desenvolvimento de materiais alternativos, como acessórios feitos de vidro, bambu, metal e até mesmo papel.
Por Franco Junior.




