Bairros de São José do Rio Pardo sofrem com buracos

Com a chegada das chuvas, alguns bairros de São José do Rio Pardo são ‘invadidos’ por buracos. Um deles é o Colinas São José, onde os moradores reclamam das condições precárias do asfalto após as chuvas.

As ruas estão cheias de buracos e em algumas, moradores têm dificuldade de sair de casa.
E o grande problema é que no bairro, que existe há cerca de 20 anos, não foram feitas as galerias pluviais adequadas.

Durante os temporais, o volume da água causa enxurradas que ‘levam’ a pavimentação, deixando crateras nas vias. Os moradores do bairro afirmam estar cansados da situação.
“Dependendo da força da chuva, a água entra tudo dentro de casa. Já perdi muita coisa com a água. Não aguentamos mais, pagamos impostos e as autoridades precisam olhar para nós”, pede uma proprietária de casa no local.

Roberto Braz, também morador, afirmou que a situação atrapalha as tarefas cotidianas dos moradores. “Inclusive há vezes que você não sabe se vai conseguir tirar o carro para ir ao trabalho”, completou.

Cansados, eles dizem que irão até o Ministério Público caso nada seja resolvido no bairro.

Cenário: em algumas ruas, moradores têm dificuldades para entrar e sair com o carro – (Foto: Divulgação/Valdir Martins)

PREFEITURA

Em nota, a prefeitura afirmou que os bairros Colinas São José, Vila Verde, Jardim Eunice, entre outros, são núcleos habitacionais entregues ao município em meados dos anos de 1990, quando as administrações não atentavam para exigências relacionadas à infraestrutura.

Por isso, o município tem deficiências, principalmente relacionadas ao escoamento de águas pluviais e pavimentação.

Disse também que, por causa das últimas chuvas, a Prefeitura interrompeu a execução do serviço de conserto das ruas e espera retomar a operação tapa-buracos quando as condições de clima forem favoráveis.

A administração explicou que buscou junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) a elaboração de um projeto de macrodrenagem, que deve atender áreas com infraestrutura precária. O projeto está na segunda fase de análise junto ao órgão e, se aprovado, as obras devem começar em 2019.

Além disso, a Prefeitura afirma que desde ao ano passado vem adotando maior fiscalização e controle para permitir a liberação de novos loteamentos, exigindo que tenham melhor infraestrutura e que a população e os cofres públicos não sejam penalizados.

O prefeito Ernani Vasconcellos diz que muitas empreiteiras e incorporadoras ganham dinheiro vendendo lotes, mas não investem como deveriam nas questões de infraestrutura. “Depois entregam os loteamentos para o município e o ônus de ter que consertar ruas mal planejadas fica sob responsabilidade do município. É injusto”, diz.

Por Reinaldo Benedetti (Fonte: EPTV)

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