Vigilância Sanitária analisa qualidade da água em São João

A Vigilância Sanitária de São João da Boa Vista realiza análise da água oferecida para a população sanjoanense. De acordo com a Prefeitura de São João, por mais que a cidade tenha 100% de água tratada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o Poder Público atua na fiscalização, “há mais de 12 anos, para analisar se a qualidade atende a normas de potabilidade”.

O procedimento realizado pela Vigilância Sanitária, assim como explica a prefeitura, é amparado pelo Proagua (Programa de Vigilância da Qualidade da Água para o Consumo Humano), de origem estadual. Desta forma, o Departamento de Saúde realiza um monitoramento, executado por fiscais do Setor de Vigilância Sanitária, em pontos estratégicos da cidade.

Segundo a administração municipal, as vistorias acontecem ao menos duas vezes por mês, e se concentram em locais onde há grande fluxo de circulação de pessoas como escolas, creches, estabelecimentos comerciais de alimentos, unidades de saúde e hospitais.
Tendo como meta prevenir doenças, contraídas por meio de veiculação hídrica, o trabalho engloba análises de cloro, flúor, cor da água e Potencial Hidrogeniônico (PH). Após a coleta na rede de abastecimento de cada bairro, o material é encaminhado ao Laboratório Municipal.

(Foto: Reprodução)

“Geralmente, uma água não tratada, não clorada, ela vai apresentar coliforme fecais bactérias encontradas no intestino de homens e animais , outras doenças como cólera e todos os tipos de vírus”, afirma o fiscal de Saúde Pública do Setor de Vigilância Sanitária da Prefeitura, Hércules Pereira da Fonseca.

Caso a água coletada apresente condições inadequadas, a Vigilância Sanitária entra em contato com a Sabesp e questiona o motivo da intercorrência. Em seguida, novo recolhimento é executado.

Caso a situação permaneça, Fonseca revela que a empresa responsável pelo abastecimento de água fica passível de instauração de processo administrativo sanitário com autuação, multa e outras penalidades previstas em contrato. O filcal afirma que nessas mais de duas décadas de trabalho do Proagua, em São João, foram realizadas aproximadamente 3 mil coletas

“Até hoje, nesses 12 anos do programa, nós nunca encontramos uma inconsistência que apontasse que a água não fosse potável”, garante o fiscal.

A prefeitura salienta, ainda, que a Vigilância Sanitária promove vistorias anuais na Estação de Tratamento de Água da Sabesp, onde equipamentos da empresa, procedimentos de instalações e pontos de captação de água também são monitorados.

Por outro lado, a Companhia de Saneamento Básico realiza análises próprias de controle e apresenta todo os dados, mensalmente, para a administração municipal.

Da Redação.

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