A igreja Catedral realiza, neste domingo (11), às 19h30, missa em comemoração à beatificação da madre italiana Clélia Merloni. A celebração será presidida pelo bispo da Dom Antônio Emídio Vilar.
Madre Clélia é fundadora do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, que possui atuação na Diocese de São João da Boa Vista nas cidades de Águas da Prata e Espírito Santo do Pinhal, além de São João.

BEATIFICAÇÃO
O Vaticano beatificou, no último sábado (3), a madre italiana Clélia Merloni (1861-1930) por um milagre atribuído a ela na cura de um médico em Ribeirão Preto em 1951.
A beatificação, etapa anterior à canonização, foi oficializada durante uma missa presidida na Basílica de São João de Latrão, em Roma, segundo informações divulgadas pelo Vatican News, órgão oficial de notícias da sede da igreja católica.
Madre Clélia é fundadora do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, entidade criada em 1894 em Viareggio, Itália, com representações no Brasil e no mundo.
No início deste ano, o papa Francisco reconheceu a intercessão dela na cura do médico Pedro Ângelo de Oliveira Filho, que sofria da síndrome de Landry-Guillain-Barré, doença que paralisa os músculos do corpo. A causa tinha sido aberta pela Santa Sé em 1988.
Segundo o Instituto das Apóstolas, ainda existem graças atribuídas a madre Clélia não reconhecidas como milagres que, no futuro, podem levar à canonização.
Madre Clélia morreu em Roma, na Itália, em 21 de novembro de 1930. Seu corpo, depois de ser exumado em 1945 e encontrado incorrupto, agora repousa na Capela da Casa Geral das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, em Roma.
MILAGRE RECONHECIDO
Segundo relatos da igreja, em 14 de março de 1951 o médico brasileiro, então com 41 anos, foi acometido por uma paralisia nos membros e internado na Santa Casa de Ribeirão Preto.
Quadro que impedia o paciente de falar, comer, beber e engolir, e evoluiu para uma insuficiência respiratória aguda, de acordo com os registros. Depois de um diagnóstico sem esperanças, em uma época com menos recursos médicos, o paciente recebeu o sacramento da extrema unção.
Na noite de 20 de março daquele ano, “no mais profundo desespero”, a mulher do médico encontrou irmã Adelia Alvez Barbosa, que a convidou a rezar, segundo os registros, pedindo a intercessão da madre italiana.
Além disso, a irmã usou pequenos fios de um tecido, material que teria sido extraído de um hábito usado pela madre italiana, na água ingerida pelo paciente.
De acordo com os relatos registrados pela igreja católica, assim que bebeu água com partículas do tecido, com dificuldade, o paciente parou de salivar e começou aos poucos a se recuperar e inclusive surpreendeu um amigo médico, que o visitou na manhã seguinte.
O médico voltou a andar em torno de 20 dias depois, sem nenhuma sequela, de acordo com o relatório da igreja. Na época da cura, uma missa em ação de graças foi realizada na Igreja Matriz de Ipuã (SP), onde o médico atuava e tinha um consultório.
Oliveira Filho morreu 35 anos depois, mas em decorrência de uma parada cardíaca, em setembro de 1986.
Da Redação.




