Rachel Maria Zimbres Grenfell, 64, é usuária do transporte público de São João da Boa Vista e, segundo ela, existem muitos bancos rasgados e os ônibus estão sujos. Outro problema que ela aponta é de que “alguns motoristas não respeitam horários e passam, muitas vezes, antes do previsto para pegar passageiros”.
“Fui fazer um curso no Theatro em que o horário de encerramento era às 22h, mesmo horário em que o ônibus que eu precisava sairia do Terminal Rodoviário. Como sei que muitos motoristas não respeitam o horário, saí cinco minutos antes do curso terminar para esperar o ônibus no ponto [da praça Joaquim José]. No momento em que saí do Theatro, já avistei o ônibus dando a volta na praça. Como que o ônibus que deveria sair do Terminal às 22h já estava antes desse horário no ponto?”, narrou e questionou a usuária do transporte público.
Rachel destacou também problemas estruturais dos ônibus, como falta e/ou escassez de manutenção. “Algumas vezes tem muita sujeira e, além disso, vários bancos rasgados, encosto quebrado, apoio para o braço danificado. É muita falta de respeito com quem paga caro para utilizar o serviço e não encontra qualidade”, completou.
Os problemas apontados por Rachel refletem os de diversos usuários do transporte público sanjoanense. O MUNICIPIO esteve, nos últimos dias, no Terminal Rodoviário de São João e em alguns pontos espalhados pela cidade. Nestes locais, diversos sanjoanenses que dependem do serviço confirmaram esta situação e alegaram que a manutenção de “muitos ônibus está mesmo complicada”, disse um deles que, assim como os demais consultados pela reportagem, preferiu manter o anonimato.

OUTRO LADO
O MUNICIPIO entrou em contato com a Rápido Sumaré, empresa responsável pelo transporte urbano da cidade.
A empresa informou, por meio da assessoria de imprensa, que os ônibus são limpos diariamente e, sempre quando saem da garagem, estão limpos. Em relação aos bancos rasgados, encostos quebrados e revestimentos cortados informa que a maior incidência ocorre em linhas utilizadas por escolares.
“Mesmo a empresa fazendo a manutenção constante nos bancos, infelizmente, os atos de vandalismo ocorrem. Os adolescentes escrevem com canetas nas latarias e bancos, usam estiletes para cortar os revestimentos, entre outros crimes desse tipo. É importante salientar que o vandalismo é tipificado no Brasil como ato de terrorismo e também acaba influenciando nos custos com manutenção”, pontuou a Rápido Sumaré.
Em relação às reclamações de horários, a empresa alerta ser importante lembrar que é necessário que os reclamantes informem detalhes como linha, horário do fato e prefixo do veículo, de forma que a fiscalização possa aferir se as informações são procedentes ou não. “Caso contrário, além de algo genérico, não nos permite atuar de forma eficaz para tomar as providências necessárias”, finalizou.
Por Franco Junior.




