Sanjoanense produz novo curta: ‘Dança em Preto e Branco’

A sanjoanense Bruna Ribeiro, que já realizou o curta-metragem ‘Tinta Seca’, está de volta a produção, com novo trabalho, intitulado ‘Dança em Preto e Branco’.

Atriz e jornalista, Bruna assina a direção e roteiro deste curta, que teve Ana Divino como assistente de direção e foi mais uma produção do Labdivino.

“Comecei a fazer o roteiro em abril deste ano, o trabalho de preparação de atores teve início em julho e começamos a gravar em setembro último. A ideia é que o filme estreie em março de 2019”, planeja Bruna.

Pâmela: personagem de Anna Zanetti no curta-metragem – (Foto: Divulgação/Diego Duenhas)

‘Dança em Preto e Branco’ aborda a parte subjetiva do ser humano e a diretora conta que este tem uma pegada latina, visceral e corporal, com poucas falas e muitas intenções.

Na trama, o personagem Zeca escreve um conto chamado ‘Dança em Preto e Branco’, que envolve mitos da Caixa de Pandora e da Caverna de Platão, onde os elementos destas estórias transitam e se relacionam, fazendo com que o texto se confunda com sua vida e relações que refletem constantemente seus medos e desejos.

“A expressão livre de influências financeiras e comportamentais é o maior motivo de existir deste projeto”, enfatiza Bruna.

Para ela, atualmente todos vivem uma necessidade extrema de comunicar-se consigo mesmos e o processo artístico e criativo é um grande aliado nesse sentido – daí o filme ‘Dança em Preto e Branco’ ser voltado para o processo que cada artista passa, na construção de uma obra para o mundo.

“Este curta não se propõe a trazer uma mensagem, mas uma sensação, uma mudança de perspectiva, uma fruição artística impossível de ser explicada e que só pode ser vivenciada. A junção de várias artes em uma produção é outro aspecto de destaque, pois saber reconhecer o olhar do outro e aplicar o próprio olhar nesse contexto é uma atitude contemporânea e extremamente necessária para se criar, hoje em dia”, reconhece a diretora do curta.

E destaca também que o filme transpõe questões mitológicas para a rotina e a natureza humana, demonstrando o quanto estão presentes na vida atual.

“Pensar sobre esse assunto nos traz de volta aos ciclos que vivemos e às quebras de ciclos que podemos fazer”, conclui Bruna.

Fazer uma criação coletiva, ter liberdade de expressão, fomentar a produção cultural local, participar de festivais de cinema, promover exibições públicas, disponibilizar e divulgar o filme na internet estão entre os objetivos desta produção, que teve ainda a consultoria de direção e roteiro de Ana Divino e David Ribeiro e direção de arte de Silas Marciano.

Por Daniela Prado.

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