A contagem regressiva para quem aprecia música e espetáculos diferenciados está quase chegando ao fim e, no dia 22 de setembro, sábado, terá início a 41ª Semana Guiomar Novaes.
O evento, definido como festival cultural, homenageia a pianista sanjoanense e é organizado pela APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte), em parceria com a Prefeitura de São João da Boa Vista, com uma programação variada e com entrada franca.
Este ano, músicos, atores e artistas sanjoanenses marcam presença no evento, como é o caso do jovem maestro pianista Gustavo Mérida.
Gustavo se apresenta no dia 28, sexta, às 17h, no foyer (saguão) do Theatro Municipal, em um concerto, de aproximadamente uma hora de duração, no qual irá executar sucessos que Guiomar Novaes costumava interpretar –Noturnos e estudos de Chopin, Beethoven uma fantasia inédita, de autoria dele próprio.
“O repertório conta com peças que a Guiomar executou em sua temporada em Nova Iorque, portanto mais erudito. Entretanto, este ano é o centenário do Jacob do Bandolim, sendo impossível não homenagear o mestre do choro”, pondera Gustavo, citando que ‘Apanhei-te Cavaquinho’ estará no repertório de seu concerto.

Quanto às expectativas para essa apresentação (que não terá nenhuma participação especial), o jovem maestro revela sentir-se honradoem poder contribuir com a história desta pianista pois, como Guiomar, Gustavo se considera um sanjoanense transformado pela música.
“Também agradeço pelo reconhecimento, mesmo em minha pouca idade. O espaço para a juventude nessa área tem sido muito estreito. No mais, a acústica do saguão do teatro é favorável, pois ali é possível escutar harmônicos do piano com mais qualidade que no palco principal. A maior dificuldade será permanecer atento às execuções musicais, frente ao barulho do trânsito”, comenta ele.
Sobre a iniciativa de utilizar o foyer do Theatro ser uma democratização a mais para a música clássica, Gustavo considera admirável, pois acredita que a música clássica deve estar em todos os lugares.
“Quando estive em Viena, vi jovens executarem sonatas inteiras nas calçadas; isso nos leva a entender que vivemos uma ‘democratização’ da música. Não há mais ‘privilégios musicais’, a boa canção está disponível para todos, independente do ambiente”, finaliza o maestro.
Por Daniela Prado




