O candidato ao governo de São Paulo pelo MDB, Paulo Skaf, esteve em São João da Boa Vista no último domingo (19). Antes de cumprir agenda pela cidade, Skaf visitou a redação do O MUNICIPIO e, em entrevista exclusiva, afirmou que, caso eleito governador, dentre outros projetos, pretende escrever “nova história em termos de educação no Estado”.
Skaf esteve na sede do jornal ao lado do prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) e do presidente da Câmara Municipal, o vereador Gérson Araújo (MDB). O emedebista já foi candidato ao governo nas eleições de 2014, mas acabou não sendo eleito. Ele, agora, tenta mais uma vez assumir o cargo e pretende investir, além da área de educação, principalmente em segurança pública.

EDUCAÇÃO
Skaf destacou que a área de educação do Estado de São Paulo vive grande dificuldade e que o problema pode ser notado tanto por parte do aluno quanto pelo professor.
Os alunos, segundo ele, não possuem estrutura necessária e muito menos atrativa para querer frequentar as escolas. Já os professores não são valorizados devidamente e são alvo, até mesmo, de desrespeito por parte dos estudantes.
“As crianças frequentam e não aprendem, professores são desrespeitados e não valorizados devidamente. Há problemas até de uso de drogas dentro das escolas e nada é feito a respeito”, destacou.
O candidato lembrou, ainda, que a valorização do professor não precisa ser feita apenas em termos salariais. De acordo com ele, é preciso que o educador possua estrutura necessária para desenvolver o trabalho e necessita ter segurança para atuar.
“Valorizar professor não é só salário, é não permitir que professor seja agredido e garantir disciplina, dando estrutura também para ele trabalhar com escolas em perfeitas condições. E é claro que com aumento salarial, que será feito na medida em que o orçamento permita. Muitos fazem promessas que não podem ser cumpridas, por isso, digo que na medida em que for possível, a prioridade é dar aumento para professores e policiais”, disse.
SEGURANÇA PÚBLICA
Em relação à Segurança Pública, outro problema vivido pelo Estado de São Paulo nos últimos anos, Paulo Skaf revelou que mudanças precisam ser feitas para dar condições de trabalho aos policiais civis e militares.
“A Polícia Civil está abandonada. Há prédios e delegacias abandonadas e há histórico até de roubos em delegacias. Visando priorizar mudanças na Segurança Pública, escolhi tenente-coronel da Polícia Militar, Carla Danielle Basson, para ser minha vice. É claro que só ter a vice da área não vai adiantar, por isso vou acompanhar de perto tudo que for ligado a esse setor”, salientou.
Ainda sobre segurança, Skaf pontuou que é preciso mais integração entre as polícias Militar e Civil, além de realizar mudanças na lei. “Temos que arrumar nossas tropas, mudar alguns aspectos da lei, fazer com que o criminoso cumpra a pena completa e não seja condenado a seis anos e fique preso só um. Sou contra também às chamadas saidinhas e visitinhas”, completou.
SEM COLIGAÇÕES
Sobre ter escolhido concorrer às eleições sem nenhum tipo de coligação partidária, Paulo Skaf revelou que essa decisão foi tomada para que, caso eleito, faça uma gestão sem interferências.
“Em 2014, fiz uma boa campanha e acabei não sendo eleito. Muita gente diz que agora é minha vez. Se for da vontade de Deus que eu seja governador, vou fazer um bom trabalho e tenho certeza que ninguém vai se arrepender. Vou querer ter certeza de que tudo está funcionando bem e da maneira planejada. É possível cumprir tudo que se promete e isso depende de ter bons profissionais trabalhando ao lado. Por isso, decidi não fazer nenhum tipo de coligação”, finalizou.
Reportagem: Franco Junior




