Mococa: MP denuncia prefeito e assessores por improbidade e fraude em licitação

O Ministério Público ajuizou ação civil pública de improbidade administrativa contra o prefeito de Mococa, Wanderley Fernandes Martins Júnior (MDB), o assessor e presidente do MDB na cidade, Paulo Sérgio de Oliveira (Cabecinha), o ex-assessor jurídico Márcio Curvello Chaves e também o marqueteiro Ricardo Augusto Martignano. As informações são do Jornal Cidade News, publicado no último final de semana.

De acordo com o órgão, o MP apontou que existem indícios de que houve fraude no processo licitatório para beneficiar a contratação da empresa ACRUXX, ligada ao marqueteiro da campanha eleitoral do prefeito, pelo valor de aproximadamente R$ 1 milhão. A ação pede a suspensão imediata do contrato, bloqueio de bens dos acusados e perda dos direitos políticos.

Ministério Público ajuizou ação civil pública de improbidade administrativa contra o prefeito de Mococa, Wanderley Fernandes Martins Júnior (MDB) e assessores (Foto: Reprodução)

Na ação, o Ministério Público relaciona uma série de documentos que demostram a ligação direta do marqueteiro da campanha do prefeito com a empresa contratada pela Prefeitura para o fornecimento de sistemas de gerenciamento voltados à saúde, educação e governo. Na licitação, além da ACRUXX, outras duas empresas participaram do processo.

Uma delas, a FJMX, apresenta-se como comércio varejista de produtos alimentícios, material elétrico e de ferragens, segmentos incompatíveis para a efetiva participação do certame. Já a Life Tecnologia é classificada, na ação, como “empresa de fachada”, já que no local do endereço consta um escritório de advocacia.

A estimativa realizada pelo Ministério Público é que a Prefeitura já tenha pago cerca de R$ 665 mil à empresa.

A ação civil pública é assinada pelo promotor de justiça Gabriel Marson Junqueira. O processo está agora sob a responsabilidade do juiz de direito Sansão Ferreira Barreto.

No final da tarde desta terça-feira (21), o juiz Barreto concedeu liminar pedida pelo MP suspendendo o contrato e bloqueando os bens do prefeito.

Da Redação

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