O técnico de manutenção André Luiz de Aguiar, de 38 anos, que foi preso no dia 26 julho de 2017 por cortar a energia elétrica da Santa Casa Dona Carolina Malheiros, em São João, foi solto na noite desta quarta-feira (28).
Na ocasião, André foi denunciado por tentativa de homicídio e permaneceu preso por mais de seis meses.
Porém, na última semana, a juíza criminal de São João, Elani Mendes Marum, desqualificou a ação de André como tentativa de homicídio, crime que poderia, com a presença de algumas qualificadoras, condenar o técnico em manutenção em mais de 15 anos de prisão.
No entanto, a juíza enquadrou a ação praticada por André como sendo crime de “atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força, ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública”, previsto no art.265 do Código Penal. Assim, a sua pena não ultrapassará os cinco anos de detenção, motivo pelo qual ele já foi até solto da prisão.
PARA ENTENDER
Uma testemunha relatou em boletim de ocorrência que o funcionário do hospital cortou os cabos do painel de distribuição de energia, por volta das 17h do dia 26 de julho de 2017, o que teria prejudicado cirurgias que aconteciam naquele momento.
A Polícia Militar identificou o suspeito por meio das câmeras de segurança. Nas imagens, ele caminhava com uma serra manual pelos corredores. Ao ser detido trabalhando, Aguiar foi levado à delegacia, onde confessou que fez o ato de propósito porque estava insatisfeito com o baixo salário.
O delegado Jorge Mazzi, responsável pelo caso, deu voz de prisão ao acusado por tentativa de homicídio qualificado, sendo recolhido à cadeia pública.
No momento em que o técnico em manutenção – que trabalhava há 10 anos no local – decidiu cortar a energia elétrica do prédio, ocorriam duas cirurgias. Na UTI também havia pacientes internados.
Apesar do susto, nenhuma pessoa foi prejudicada. A energia foi restabelecida rapidamente pelo gerador. A serra que estava em posse do indiciado foi apreendida.
De acordo com o provedor da Santa Casa, Antônio Fernandes Filho, o funcionário nunca apresentou mau comportamento. “Ele sempre cumpriu suas tarefas e não havia reclamações sobre ele”, disse.




