Polo de Tecnologia deve ter início até o fim de abril

Falta pouco para que o Polo de Tecnologia de São João da Boa Vista (SP) comece a operar. Os membros do Conselho de Administração do chamado Centro Regional de Inovação (CRI) tomaram posse na última terça-feira (20) e a previsão é que dentro de um mês os trabalhos tenham início com a instalação das primeiras empresas incubadoras.

A ideia de formação de um espaço voltado ao desenvolvimento de ideias inovadoras teve início nos primeiros meses de 2017, quando o CRI foi fundado por representantes das iniciativas pública e privada e das instituições de ensino da cidade.

Na assembleia de posse dos membros do Conselho, foi também inaugurado oficialmente o Centro Regional de Inovação. O sanjoanense Geraldo Dezena, ex-vice-presidente de Tecnologia do Banco do Brasil, foi eleito o diretor-geral do CRI para um mandato de três anos.

Além de contribuir com projetos tecnológicos para o município, outra proposta do Polo é fortalecer o desenvolvimento competitivo e sustentável, com apoio a atividades empresariais intensivas em conhecimento e consultoria em gestão de negócio.

BUSCAR INOVAÇÃO

O diretor-geral Geraldo Dezena explicou que o primeiro passo de trabalhos do CRI será o de pré-aceleração, que é chamado de incubação de ideias/projetos.

“Seria a fase em que as universidades, junto com alunos ou a própria sociedade, possuem uma curiosidade sobre determinada situação e iniciam processo de criação para que a ideia se torne uma realidade”, pontuou Dezena.

Os critérios para que esta ideia seja apoiada pelo Centro Regional, assim como explica o diretor-geral, serão rígidos, para que as propostas apresentadas deem resultados.

“Haverá cobrança de soluções, estipulação de prazo de entrega e tempo para que as atividades comecem. As pessoas que possuem experiência na área de tecnologia vão poder orientar esses empreendedores sobre a viabilidade de seu negócio, ou seja, o empreendedor já começa a desenhar seu modelo dentro de uma orientação de mercado, de tecnologia, na área de finanças”, salientou o diretor-geral.

Ele completou, ainda, que esta estipulação de prazos e ações existirá para que, após período de testes de viabilidade, os empreendedores possam evoluir e deixar a fase de incubadora para constituírem suas próprias empresas. Dezena revela que esse processo contará com apoio do CRI.

“Depois [da comprovação de viabilidade do projeto] a parte operacional ocorre, com a nossa ajuda para ligar o setor público, os investidores e os projetos desenvolvidos. O sucesso do Centro Regional de Inovação dependerá do empenho e da dedicação de todos nós”, completou.

Para exemplificar o que pode ser desenvolvido dentro de um Polo de Tecnologia, nos moldes que São João da Boa Vista possui, Geraldo Dezena relembrou a criação do aplicativo da Uber.

“Se a gente falasse há uns cinco anos para um taxista que o mercado dele estava sendo ameaçado pela tecnologia, ele iria dar risada. No entanto, veio uma plataforma [Uber] que deixou todo mundo maluco e levou o pessoal até para as vias de fato. Muitas pessoas estão desenvolvendo tecnologia para desintermediar aquilo que é do passado. Na área do setor público, por exemplo, desde cartórios, até o Detran, as pessoas estão conseguindo se autorresolver sozinhas, sem ajuda externa”, finalizou o diretor-geral do Centro Regional de Inovação.

O CRI

Sem fins lucrativos, político-partidária ou religiosa, o Centro Regional de Inovação está localizada à rua Riachuelo, 444 – Centro, em um andar da antiga Escola de Comércio cedido pelo Instituto Federal. A finalidade é promover pesquisa, ciência, inovação tecnológica e empreendedorismo.

O CRI tem a presença do UniFEOB, UniFAE, Unesp e Instituto Federal de São João da Boa Vista. Como é um projeto regional, existem conversas com instituições de cidades vizinhas para também fazerem parte do Polo.

 

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