Arquiteto japonês quer região com ‘Cidades Inteligentes’

Os municípios da região podem se tornar, em breve, o que se chama de ‘Cidades Inteligentes’ – termo utilizado para cidades que utilizam formas criativas e sustentáveis de utilizar tecnologia em seu processo de planejamento.

Isso será possível, caso eles demonstrem interesse, por meio do arquiteto japonês Yassuyoshio Otsuka, que visitou a região nos últimos dias para demonstrar como é possível unir tecnologia sustentável para obter, entre outros benefícios, economia nos gastos públicos e melhor qualidade de vida para os habitantes.

Poliglota, Otsuka – chamado de Tomás no Brasil -, fala português fluentemente e atua como facilitador de acordos entre o Japão e outros países. O arquiteto esteve, assim como ele descreveu, em Poços de Caldas, Águas de Lindoia, São José do Rio Pardo e Águas da Prata para apresentar o projeto.

Ele está no Brasil, e mais especificamente em visita a cidades próximas a São João, a convite do Leste Paulista Convention, entidade responsável por incentivar o intercâmbio empresarial e cultural entre cidades da região e empresários dos quatro cantos do mundo.

CIDADES

INTELIGENTES

Otsuka esteve também na redação do O MUNICIPIO para explicar como os municípios podem se tornar ‘Cidades Inteligentes’ a partir de projetos desenvolvidos por ele. O plano oferecido para as cidades, em um primeiro momento, é de iluminação, trânsito e estacionamento.

“Hoje o grande problema das cidades tem sido nestas áreas. As pessoas não saem de casa por ser uma região muito escura e que causa insegurança, por não quererem enfrentar congestionamentos e por medo de não ter lugar para estacionar. Quando se aplica este tipo de projeto e o município se transforma em ‘Cidade Inteligente’, os problemas são resolvidos de maneira tecnológica e econômica”, explicou.

Em termos de iluminação, por exemplo, a mudança fica por conta da instalação de iluminação LED que, segundo o arquiteto, gera economia de mais de 80% em relação às lâmpadas comuns. Já em relação a vagas para estacionamentos de carros e motos, Otsuka cita a cidade de Barcelona, em que projetos inteligentes foram colocados em prática e resolveram o problema.

“Por meio de um aplicativo instalado no celular, o motorista sai de casa já sabendo se há vaga para estacionamento ou não. Em Barcelona, no primeiro ano em que este tipo de estacionamento foi instalado, o faturamento foi de 50 milhões de dólares aos cofres públicos”, destacou.

NA REGIÃO

Caso as prefeituras da região se interessem pelo projeto, irão ao encontro de grandes cidades do Brasil que já aplicaram este tipo de plano. É o caso, por exemplo, de Joinvile, em Santa Catarina, que instalou iluminação de LED com tecnologia japonesa.

O arquiteto, em sua função de facilitador, seria o responsável por intermediar a vinda da tecnologia com as empresas japonesas interessadas e cada cidade faria o investimento necessário.

Investimento esse que, de acordo com Yassuyoshio Otsuka, será feito em produtos da melhor qualidade do mundo e mais baratos que o preço médio encontrado no mercado brasileiro para iluminação de LED.

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