SP e MG são os Estados com mais casos de Febre Amarela

O Ministério da Saúde divulgou, na última semana, o número de casos e mortes por Febre Amarela no Brasil, do período entre 1º de junho de 2017 até a última terça-feira (6). E os números preocupam, principalmente quem vive nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

De acordo com dados oficiais, foram confirmados no país 353 casos e 98 óbitos devido à doença neste perídio, sendo que SP e MG são os Estados com a situação mais crítica. Isso porque, ainda segundo o Ministério da Saúde, juntos os dois locais registram juntos 85 das 98 mortes por Febre Amarela no Brasil, sendo que 44 foram em Minas e 41 em São Paulo.

Ao todo, foram notificados 1.286 casos suspeitos no país, sendo que 510 acabaram descartados e 423 permanecem em investigação.

O número ainda é menor em relação à mesma época entre 2016 e 2017, quando 509 casos e 159 óbitos foram registrados no país.

TRANSMISSÃO

O Ministério da Saúde informa que não há registro confirmado de Febre Amarela urbana no país. O órgão explica que todos os casos registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes).

“O que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco”, pontua o Ministério da Saúde.

O órgão esclarece, ainda, que a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por fatores como, por exemplo, todos os locais onde foram registrados casos humanos também terem ocorrido casos em macacos e o vírus não ter sido encontrado em mosquitos do gênero Aedes.

PRECAUÇÕES E VACINAÇÃO

Um dos 41 óbitos registrados no Estado de São Paulo ocorreu em São João da Boa Vista, o que fez a cidade intensificar a aplicação de vacinas contra a Febre Amarela. Desde então a vacinação é aplicada de maneira permanente em todas as Unidades de Saúde do município.

O veterinário Roberto Hoffman, que integra o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de São João, revela que, a recomendação na cidade é a de eliminação de criadouros de mosquito. Entretanto, ele ressalta que a maneira mais eficiente de prevenção é a vacinação.

“A vacinação disponível aqui em São João é válida pelo resto da vida. Se a pessoa tomar uma vez, não vai precisar novamente. Já a do Estado é fracionada”, explicou.

A dose de vacina disponível em São João é diferente da que está sendo oferecida na Campanha de Vacinação do Estado de São Paulo desde o dia 25 de janeiro. Isso porque as doses distribuídas na cidade são válidas por toda a vida, sem necessidade de nova dose. Já as da ação estadual são fracionadas e pessoa precisa de nova dose depois de alguns anos.

 

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