Servidora pede cassação do vereador Fernando Betti e Câmara abre Comissão Processante

A servidora pública Gislaine Cristina dos Reis Gama, enfermeira da rede municipal de saúde, protocolou pedido junto à Câmara Municipal solicitando abertura de processo disciplinar contra o vereador Fernando Betti e, ao final, sua cassação.

Na denúncia, que a servidora também enviou ao Ministério Público, ela narra que Fernando Betti chegou à Unidade de Saúde Delvo Westin, na Avenida Oscar Pirajá, acompanhado da munícipe Paula Aparecida Costa de Almeida, ocasião em que passou a exigir das enfermeiras e atendentes do local que preenchessem um pedido de ressonância magnética para a paciente.

Porém, Gislaine, que estava atuando como enfermeira nesta unidade no dia do acontecido, explica na denúncia que tal pedido poderia ser feito apenas pelo médico e negou ao vereador.

A denunciante afirma que neste momento Fernando Betti começou a lhe ofender: “você é muito mal educada; deveria ter mais cuidado em falar assim comigo, pois posso te prejudicar”, diz o texto da denúncia.

Gislaine ainda fala que Fernando Betti disse que estava ali como fiscalizador, na função de vereador, e que era ele quem pagava os salários dos servidores ali lotados, que é presidente do Conderg e que faz 8 anos que era vereador e que teria poder para tirar os servidores do local de trabalho.

Com a negativa, a denunciante afirma que o vereador passou a exigir que a paciente levada por ele fosse encaixada no atendimento médico para que o mesmo pudesse fazer o pedido do exame.

Gislaine ainda faz outras acusações e ressalta que o vereador queria praticar o que chamam de “Fura-Fila”, ação comum no Sistema Único de Saúde.

A enfermeira, então, denunciou o vereador pelas práticas de concussão, patrocínio ilícito, tráfico de influência e improbidade administrativa.

Liliane Cristina Pereira foi arrolada como testemunha no processo, pois teria acompanhado tudo na qualidade de paciente que estava na unidade de saúde.

Por 11 votos, os vereadores autorizaram, na sessão desta terça-feira (21), a abertura da Comissão Processante contra o vereador Fernando Betti, o qual se defendeu e negou as acusações.

O vereador Claudinei Damálio se absteve do voto por alegar parentesco com Betti, que também não votou por ser alvo da denúncia.

O presidente da Câmara Gerson Araújo não voto por força de lei e o vereador Pastor Carlos, que assumiu esta semana em razão de licença do vereador Vick, ainda não havia sido empossado e por isso não votou.

Por sorteio foi montada a comissão, que será presidida pela vereadora Patrícia Magalhães, terá como relator Odair Pirinoto e como membro o vereador Bira.

Mais informações, como prazos de julgamento, O MUNICIPIO traz na sua edição impressa do próximo sábado (25).

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here