A Santa Casa de São João da Boa Vista, em busca de quitar sua dívida de R$ 35 milhões, conseguiu formalizar junto à Caixa Econômica Federal empréstimo de R$ 17 milhões.
A informação foi confirmada ao O MUNICIPIO, nesta terça-feira (5), pela diretora administrativa do hospital, Heloísa Aparecida Trafani.
O montante obtido é abaixo da dívida, entretanto, em junho, quando a Santa Casa tornou pública a auditoria que expos sua dívida, detalhou os problemas da instituição e traçou o plano de ações para recuperar a entidade, o consultor Osvaldo Rocha Mello, responsável pelo desenvolvimento deste trabalho, explicou que, caso isso ocorresse, seria possível renegociar “algumas situações” para baixar o valor.
“Regularizar a dívida com um empréstimo é essencial. Não conseguiremos sobreviver se não colocarmos em dia as contas, por exemplo, com médicos, fornecedores etc.”, pontuou ele na ocasião.
Além de baixar e renegociar a dívida, a entidade quitará um antigo débito, referente a outro empréstimo bancário.
PARCERIA COM UNIFAE
No mesmo momento em que o empréstimo foi obtido, a Santa Casa deve tornar pública, nesta quarta-feira (6), a possibilidade de convênio para que o UniFAE passe a ser responsável pela gestão do hospital.
A possibilidade da parceria surgiu, segundo checado pela reportagem, por iniciativa do prefeito Vanderlei Borges de Carvalho.
Após conversas iniciais entre as partes, uma primeira reunião ocorreu no dia 24 de julho e a parceria começou a ser definida. O UniFAE desejava uma autonomia de gestão e, desde então, esta proposta passou a ser debatida pelo hospital.
Dois grupos foram divididos para estruturar o projeto de parceria: um jurídico e outro técnico. O jurídico passou a analisar questões embasadas em lei para moldar o convênio. Já o técnico ficou com a responsabilidade de desenvolver o contrato.
No convênio que pode se tornar público nesta quarta, deve ser anunciado que o UniFAE será o gestor do hospital, entretanto, terá que prestar contas à mesa administrativa já existente na Santa Casa.
Mesmo que o anúncio seja feito, para que a parceria passe a valer, ela precisa ser aprovada pela Câmara Municipal em forma de projeto de lei.
MOTIVOS
Em crise financeira que se arrasta por cerca de nove anos, além da dívida acumulada, a Santa Casa possui também alto déficit mensal.
Até mesmo um possível encerramento do atendimento via SUS (Sistema Único de Saúde) foi pensado, pois, segundo relatado por membros da administração do hospital, o valor recebido pelas consultas é bem abaixo do que é realmente gasto com pacientes.
Tanto a crise financeira quanto a possibilidade de o atendimento do SUS ser encerrado motivaram Vanderlei a reunir as partes para propor o convênio.
Outro fator que teria feito o prefeito pensar a parceria foi o fato de os alunos de Medicina do UniFAE precisarem atuar dentro de um hospital para completarem a graduação. Necessidade esta que se torna obrigatória em 2018.




