Batata: estudos do UniFEOB apontam que adubação pode ser reduzida

Professores e alunos do UniFEOB apresentaram, no último dia 2 de setembro, os resultados obtidos em pesquisa feita sobre a adubação da batata.

O que era apenas um projeto do Curso de Engenharia Agronômica transformou-se em um grande evento, o Dia de Campo Nutri-Batata.

Realizado na Fazenda Água Santa, em Vargem Grande do Sul, o Dia de Campo atraiu estudantes, produtores, empresas parceiras e profissionais da área.

Paulo Lazzarini, professor de Fertilidade do Solo da Agronomia do UniFEOB e responsável pelo GESP (Grupo de Estudos em Sistemas de Produção), explica que tudo começou apenas como um projeto de pesquisa sobre a adubação da batata. “Mas, os resultados foram tão interessantes que a gente resolveu abrir um dia de campo para mostrar o que a gente desenvolveu”, conta.

A grande descoberta deste trabalho, revela Paulo, é a possibilidade da redução de uso de fertilizantes na produção de batata. “O produtor de batata usa uma receita de bolo, desconsiderando os teores dos elementos disponíveis no solo. E a gente começou a olhar para a análise do solo para fazer a recomendação de fertilizante, para ver a resposta que cada solo tem”, diz.

E os resultados alcançados foram importantes, pois professores e alunos perceberam que em solos de alta fertilidade não há necessidade de usar tanto fertilizante. “Isso tem um viés tanto econômico, como ambiental. O fertilizante que é colocado além do que a planta necessita é perdido no ambiente e pode contaminar o lençol freático e até comprometer a atmosfera com a emissão de CO2”, comemora Paulo.

Cássio Monteiro, representante da Bayer no Sudeste do país, esteve presente e ficou impressionado com o que viu. “Considerando as instituições que estão envolvidas sabia que seria um evento de grande monta. Mas, confesso que me surpreendi com a organização, com os temas que estão sendo tratados e a participação”.

Para o representante da Bayer, este evento crescerá em importância e valor. “Tem muitos estudantes, mas tem produtores aqui e eu vejo isso como uma ação de extremo valor. É importantíssimo que tenhamos mais eventos desse nível para alinhar conhecimento, discutir, para falar sobre tecnologia, que na verdade é o que faz toda a diferença”.

Um parceiro do evento, Carlos Eduardo Francischette, da Terraverde John Deere, disse que o Dia de Campo difunde tecnologia, cria alternativas e é imprescindível para o futuro do negócio. “Hoje nós estamos investindo em conhecimento para os agricultores do futuro. O UniFEOB é uma empresa que está realmente inovando”, ressalta.

O Reitor João Otávio Bastos Junqueira lembrou que a UNIFEOB tem buscado contribuir com o agronegócio do país, que é a grande mola propulsora da economia brasileira. “A nota máxima que o curso de Engenharia Agronômica obteve do MEC não foi um ato isolado, de sorte. Foi um trabalho que a gente começou lá atrás”.

E João Otávio faz questão de destacar as parcerias com empresas, produtores e profissionais. “São extremamente importantes, a gente não faz nada sozinho. A gente não está formando profissional só técnico. Então, essa interação que a gente tem, a quantidade de empresas que vem sendo parceira, faz a diferença. Queremos ser elo de conexão entre as várias cadeias do agronegócio”.

Emanuel Felipe Sebastião, de Espírito Santo do Pinhal e aluno do 6º Módulo do curso de Agronomia do centro universitário, comemora a oportunidade de ter participado desta pesquisa. “Foi muito interessante. Isso aqui abre muito as portas das empresas e a gente aprende mais na prática. Quando a gente está em sala de aula não temos a ideia do que se passa no campo”.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here