Segundo Apeoesp, Justiça manda suspender aulas presenciais na rede estadual em São João da Boa Vista e Águas da Prata

Pandemia: voltas às aulas presenciais na rede estadual tem causado polêmica (Reprodução/Sieeesp)

Em nota publicada nas redes sociais, a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Isabel Noronha, afirmou que a Justiça determinou a suspensão das aulas presenciais na rede estadual em São João da Boa Vista e Águas da Prata. O comunicado foi postado neste domingo (7) no perfil da líder sindical.

Confira na íntegra a publicação:

“Recebemos a informação de que o juiz da vara da infância e juventude da região de São João da Boa Vista, atendendo iniciativa do Ministério Público, solicitou um dossiê à Diretoria de Ensino com detalhes sobre a estrutura física, número de alunos, de professores e de funcionários da limpeza de cada escola estadual de São João da Boa Vista e Águas da Prata.

Depois de analisar o material, o juiz constatou que não há condições de abrir as escolas segunda-feira, 8/2. Todas as escolas, por exemplo, estão com defasagem quanto ao pessoal da limpeza.

Trata-se de uma medida correta que deve ser tomada em todas as regiões, porque a situação nas escolas é a mesma, não apenas quanto à limpeza – pois a falta de pessoal impede o cumprimento do protocolo sanitário -, mas também a falta de merendeiras, salas mal ventiladas, equipamentos de proteção individual insuficientes, álcool em gel vencido e tantas outras deficiências.

A Apeoesp oficiou às Diretorias de Ensino e disponibilizou modelos para que as subsedes cobrem das unidades escolares informações relativas à estrutura e protocolos, mas não devemos apenas aguardar respostas. As subsedes devem procurar também o Ministério Público em cada região e formar comissões de fiscalização, com professores, pais, mães, estudantes, MP, imprensa, legislativo para verificarem a situação das escolas.

Já constatamos a existência de 165 casos de Covid-19 com o trabalho presencial em escolas estaduais dos últimos dias, ainda sem a presença dos estudantes.

Estamos em greve em defesa da vida, contra o retorno às aulas presenciais, nos dispondo a manter o trabalho remoto, porque não há condições para o retorno sem vacinação e sem segurança sanitária nas nossas escolas.”

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