Polícia Civil instaura inquérito para apurar morte de jovem após explosão

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte de Fernando Aparecido Miguel, 26, que morreu após a explosão de um cilindro de uma empresa de extintores localizada à rua Poços de Caldas, na Vila Brasil, em São João da Boa Vista (SP), na tarde desta terça-feira (30).

Paulo Hadich, delegado titular da Delegacia Seccional de São João da Boa Vista, informa que o equipamento que faz a recarga teria sido construído artesanalmente pelo pai do proprietário da empresa Mega Fire Extintores.

Conforme reportado por Hadich ao G1, o que se sabe até agora é que o equipamento não suportou a pressão, o que motivou a explosão. “O porquê não suportou a pressão é o que a perícia complementar feita em laboratório no IC (Instituto de Criminalística) vai determinar em 30 dias”, afirmou.

A empresa foi procurada pelo G1 e informou que, por enquanto, vai aguardar o resultado do laudo para entender o que aconteceu.

O Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) informou que apura o caso e que vai fazer uma perícia no local. Já a Prefeitura de São João afirmou que a empresa está com o alvará de funcionamento regularizado e com a vistoria do Corpo de Bombeiros em dia.

O sepultamento do corpo de Fernando Aparecido Miguel está previsto para às 16:30h desta quarta-feira (31), no Cemitério Municipal São João Batista, em São João da Boa Vista (SP).

ACIDENTE

O acidente com Miguel ocorreu no final da tarde desta terça-feira (30). Segundo o Corpo de Bombeiros, Pépe, como era conhecido, manuseava o extintor em um procedimento de recarga quando a explosão aconteceu, o atingindo na região do pescoço e resultando em intenso sangramento.

Ele teve parada cardiorrespiratória e chegou a ser socorrido pelos bombeiros à Santa Casa Dona Carolina Malheiros, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo O MUNICIPIO apurou, moradores das redondezas ficaram bastante assustados com o barulho da explosão, que chegou a estremecer alguns imóveis vizinhos ao local.

Paulo Hadich, delegado seccional de São João, afirmou que inquérito já foi aberto — (Foto: Reprodução/Paulo Chiari/EPTV)

INVESTIGAÇÃO

Conforme Paulo Hadich, a Polícia Civil colheu informações após o acidente e soube que o equipamento construído artesanalmente, chamado de ‘pulmão’ de recarga, foi instalado na empresa há três meses.

Segundo o seccional, o inquérito vai apurar a forma como o equipamento foi montado e se respeita as normas de construção e especificação. “A princípio acreditamos que não, senão teria suportado a pressão, já que foi construído para essa finalidade. Se houve a explosão do equipamento, é porque houve alguma falha”, disse.

Ainda de acordo com ele, a vítima trabalhava como auxiliar geral. “Nós vamos verificar se possuía formação especifica para essa função, qual era essa formação necessária. Se estava inadequadamente, o proprietário também vai ser responsabilizado”, afirmou.

Nos próximos dias serão ouvidos formalmente familiares, funcionários e responsáveis pela empresa. “Embora seja um acidente de trabalho, é extremamente grave porque a empresa deve fornecer aos trabalhadores as condições adequadas para que eles desempenhem a sua função”, completou o delegado.

Da Redação. (Fonte: G1)

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