São João da Boa Vista e outras 16 cidades da região atendidas pela concessionária Elektro ficarão com a conta de energia elétrica mais cara a partir da próxima segunda-feira (27). Além delas, o reajuste atingirá outros 211 municípios do Estado de São Paulo.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou o aumento nesta terça-feira (21), com aprovação de reajuste médio de 24,42%, dos quais 23,20% são para residências e outros 26,75% para indústrias.
Na prática, um consumidor residencial que consome 100 kwh/mês, por exemplo, hoje paga R$ 58,79 na conta. Com o aumento de 23,20%, o custo deverá ser de R$ 72,43.

Segundo a Aneel, o que mais pesou no reajuste foram os custos associados à prestação de serviços, principalmente relacionados à aquisição da energia e o risco hidrológico, que colaboraram com 13,86 pontos percentuais do reajuste médio aprovado. A alta do dólar, de acordo com o órgão, também impactou no reajuste.
Além de São João, as cidades que serão afetadas pelo reajuste são: Aguaí, Águas da Prata, Araras, Conchal, Corumbataí, Itirapina, Leme, Pirassununga, Porto Ferreira, Rio Claro, Santa Cruz da Conceição, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Gertrudes, Santa Rita do Passa Quatro, Tambaú e Vargem Grande do Sul.
A Elektro atende 2,6 milhões de unidades em 228 cidades do interior e litoral de São Paulo e cinco no Mato Grosso do Sul.
OUTRAS CONCESSIONÁRIAS
Além do aumento na Elektro, foi aprovado reajuste de outras quatro concessionárias.
Na Cemar (Companhia Elétrica do Maranhão) a alta média será de 16,94% a partir do dia 28. A conta da Energisa Paraíba vai subir 15,73%. Em Santa Catarina foram aprovados reajustes para a Coperaliança (12,47%) e João Cesa (8,33%), que começam a valer no dia 29.
POPULAÇÃO CRITICA
Se comparado com as demais concessionárias, o aumento da Elektro é o maior, o que não agradou o usuário.
Maria Alice Moreira, aposentada, diz que tem ficado bastante difícil viver no Brasil, em razão dos altos reajustes de produtos e serviços. “O reajuste dos salários dos trabalhadores não chega nem perto do reajuste dos produtos e serviços neste país. Como pode a energia subir mais de R$ 20% de uma hora para outra?”, questionou.
Joana Pereira, que trabalha em casa com a produção de alimentos, se diz bastante indignada e preocupada, pois mantém freezer e geladeiras funcionando para preservar os alimentos. “Imagina o tanto que vai subir minha energia elétrica. Já é tão difícil trabalhar neste momento do Brasil, com essa crise, e ainda autorizam esse tipo de reajuste. Manter filhos e a família dignamente tem ficado complicado”, desabafou.
Da Redação




