O Departamento Municipal de Educação afastou os boatos de que mãe que buscava vaga em creche para o filho Arthur, de 4 meses de vida, foi beneficiada na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Gastão Cardoso Michelazzo, no bairro Recanto do Jaguari, em São João da Boa Vista, em detrimento de outros pais que aguardam na fila para matricularem filhos na unidade.
Em contato com O MUNICIPIO nesta quarta-feira (15), Maria Helena Angelini Santana, titular da Pasta, afirmou que algumas mães reclamaram que a mulher teria ‘furado’ a fila de espera por vagas naquela unidade, procedimento descartado, já que a vaga fornecida à mãe foi em outra escola – a Emeb Hélio Ornellas Borges, no bairro Maestro Mourão.
“No início do mês, foi aberta uma sala anexa na creche Hélio Ornellas e a mãe aceitou. Portanto, ela não passou na frente de nenhuma mãe que aguardava vaga na creche Gastão”, esclareceu Maria Helena.

O CASO
Após lutar por uma vaga para a criança, a operadora de caixa Beatriz Ribeiro Consentino, 27, conseguiu matricular o bebê na creche da Escola Municipal Hélio Ornelas Borges, no Maestro Mourão. A criança começou a ser atendida na manhã de terça-feira (14).
Por meio do perfil oficial do Jornal O MUNICIPIO no Facebook, Beatriz afirmou que recebeu telefonema do Departamento Municipal de Educação na segunda (13) informando da sobre a disponibilidade de vaga e matriculou a criança.

Mãe de dois filhos – Arthur e a menina Maria Eduarda, 7 -, a mãe retornará ao trabalho em 27 de agosto, mas não conseguia uma vaga para o mais novo na creche Gastão Cardoso Michelazzo, distante aproximadamente uma quadra da residência dela.
Na semana passada, Beatriz contatou o jornal pelo canal ‘Repórter de Bairro’ relatando que por várias vezes havia solicitado a vaga à Pasta. Todavia, sempre era informada para aguardar.
Casada, ela contou, na ocasião, que o marido também trabalha o dia todo e que ambos não tinham condições de pagar alguém para cuidar do bebê. “Não posso esperar porque volto a trabalhar no dia 27 de agosto e não tenho com quem deixá-lo. E o nosso trabalho [dela e do marido] é o único meio de sustento dos meus filhos; tenho outra filha, de 7 anos”, reclamou.
Em resposta, a prefeitura, por meio de Maria Helena Angelini Santana, havia informado que “todas as crianças matriculadas nas creches na rede municipal tem que ter, no mínimo, 4 meses de vida completos”, o que não era o caso de Arthur, à ocasião.
Todavia, como o menino completou 4 meses na sexta-feira (10) e, na segunda (13), o departamento ofereceu a vaga solicitada na unidade do Maestro Mourão, tendo a mãe aceitado.
Reportagem: Ignácio Garcia




