MARCELO GREGÓRIO
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A morte suspeita do juiz Gustavo de Castro Campos, 45, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ocorrida na noite de quarta-feira (7), em uma estrada rural entre São João da Boa Vista e Águas da Prata, segue sob investigação sigilosa na Polícia Civil.
A reportagem do O MUNICIPIO solicitou à Delegacia Seccional de Polícia detalhes sobre as possíveis causas e se há indícios de que o magistrado tenha sido vítima de homicídio, mas o delegado Jorge Mazzi, responsável pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), informou que o prazo para a conclusão do inquérito policial é de 30 dias. “Neste momento, todas as hipóteses serão analisadas, não sendo possível antecipar conclusões quanto às causas ou circunstâncias do ocorrido”, afirmou.
Um vídeo divulgado na quinta-feira (8) mostrou o juiz comprando combustível em um posto de São João, por volta das 18h40. Ele desceu do carro com um galão, pediu para o frentista encher o recipiente, pagou e foi embora. Às 19h15, o corpo dele foi encontrado carbonizado dentro do carro na estrada vicinal Euclides Dotta, na fazenda Aliança.

INVESTIGAÇÕES
Segundo relatos de uma testemunha, o som da buzina do veículo teria sido ouvido antes de o carro começar a ser parcialmente danificado pelo fogo. Um operador de máquinas que passava pelo local em uma retroescavadeira teria utilizado o equipamento para jogar terra sobre o carro para evitar que as chamas consumissem o carro. A quantidade de fumaça também impediu a visualização interna do veículo. A Polícia Militar foi acionada, assim como o Corpo de Bombeiros, que fez o controle do incêndio.
CHEIRO DE GASOLINA
Após o isolamento da área, para o trabalho dos peritos, as equipes da Polícia Civil coletaram informações que poderão ajudar no esclarecimento da morte do juiz. Conforme apurado, o corpo de Gustavo apresentava forte cheiro de gasolina e não foram identificados ferimentos provocados por arma de fogo ou arma branca, nem sinais de violência. A aliança ainda estava no dedo do magistrado, e a carteira foi encontrada em um compartimento do carro. Uma tatuagem no abdômen e os documentos ajudaram na identificação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João.
LUTO
A reportagem do O MUNICIPIO contatou o TJ-SP para saber se o juiz havia recebido algum tipo de ameaça, sofrido perseguição ou intimidação, mas o órgão limitou-se a emitir uma nota de pesar. “O tribunal registra, com gratidão, sua dedicação e contribuições prestadas ao longo da carreira. As circunstâncias do ocorrido são investigadas pelas autoridades competentes”, lamentou. Em Mococa, cidade onde ele trabalhava, a prefeitura decretou luto oficial por três dias.
QUEM ERA
Nascido em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, em 1981, Gustavo formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, e atuou como advogado e delegado. Em 2014, começou como juiz substituto na 14ª Circunscrição Judiciária em Barretos, passando também por Tambaú. Casado e pai de duas filhas, ele morava no bairro Recanto do Bosque, em São João, e era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa. Ele foi sepultado na sexta-feira (9), no cemitério Gethsêmani, no bairro Morumbi, em São Paulo.

QUEM ERA
Nome:
Gustavo de Castro Campos
Idade:
45 anos
Profissão:
juiz do TJSP
Nascimento:
Mogi das Cruzes (SP)
O que fazia:
trabalhava na 2ª Vara da Comarca de Mococa (SP)




