ANA LAURA MORETTO
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Uma tarde de encontro, acolhimento e solidariedade. Com essa proposta, o Grupo Terapêutico ‘Com Elas’ realiza, no dia 18 de outubro, a ‘Tarde com Elas’, evento que também busca arrecadar recursos para a manutenção das ações da associação. A iniciativa pretende reunir a comunidade e fortalecer o trabalho desenvolvido gratuitamente com mulheres em situação de vulnerabilidade.
O encontro será realizado das 16h30 às 20h, no Rotary Club da Estação, e contará com coffee break e sorteio entre amigas.

fortalecem vínculos e a autonomia das participantes (Arquivo/Com Elas)
O ‘Com Elas’ é uma associação sem fins lucrativos que atua no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Criada em 2023, a proposta é oferecer um espaço de escuta, convivência, orientação e fortalecimento, contribuindo para que as participantes possam recuperar ou ampliar sua autonomia. Entre as situações enfrentadas pelas mulheres atendidas estão violência doméstica e de gênero, dependência financeira, desemprego, sofrimento emocional, baixa autoestima, ausência de rede de apoio e dificuldade de acesso a direitos, serviços e oportunidades.
De acordo com os responsáveis pelo projeto, a iniciativa começou atendendo cerca de cem mulheres por mês e atualmente se aproxima de 400 atendimentos mensais. O aumento da procura, porém, também trouxe novos desafios para a manutenção da estrutura.
“Estamos precisando muito de recursos e decidimos fazer essa ação para arrecadar. Então será um sorteio entre amigas”, explicou Sandra Trevisan, coordenadora do grupo.
ACOLHIMENTO E FORTALECIMENTO
O trabalho desenvolvido pelo grupo começa pela escuta. As mulheres encontram um espaço onde podem falar sobre suas dificuldades e buscar orientação de acordo com cada situação.
O projeto conta com profissionais voluntários de diferentes áreas e oferece atendimentos e atividades voltadas ao fortalecimento emocional, além de orientação social e jurídica, e encaminhamentos para a rede de proteção e serviços públicos.
Também fazem parte da programação rodas de acolhimento, palestras temáticas e atividades terapêuticas. A ideia é que o atendimento não fique restrito a uma situação específica, mas possa acompanhar diferentes necessidades apresentadas pelas participantes. A programação é divulgada semanalmente, permitindo que as mulheres conheçam as atividades disponíveis e participem de acordo com seus interesses e necessidades.
“O projeto precisa muito de recurso. A gente não tem uma fonte fixa de receita e está funcionando com a ajuda de voluntários e parceiros”, relatou Sandra.
QUEM PODE PARTICIPAR
A participação não é restrita a mulheres que sofreram violência. Dificuldades emocionais, dependência financeira, desemprego, falta de rede de apoio e outras situações que comprometam a autonomia também podem levar uma mulher a procurar o grupo.
Atualmente, o projeto funciona na rua Capitão José Alexandre, 279, no Centro de São João da Boa Vista.




