Dia do Homem: prevenção ainda é o maior desafio da saúde masculina

Por Ana Paula Fortes
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Celebrado no Brasil em 15 de julho desde 1992, o Dia do Homem nasceu por iniciativa da Ordem Nacional dos Escritores e tem por objetivo chamar a atenção da população masculina para a necessidade de cuidar da própria saúde e incentivar a prevenção de doenças. Embora campanhas, como o Novembro Azul, tenham ampliado o debate sobre a prevenção ao câncer de próstata, o hábito de procurar o médico apenas quando surgem sintomas ainda é comum entre os homens. Para o urologista Sérgio Luis Nogara, houve avanço na busca por atendimento preventivo, mas a mudança de comportamento ainda precisa evoluir.

Atenção: hábito de procurar o médico apenas quando surgem sintomas ainda é comum entre os homens (Reprodução/andreswd)

“Atualmente, com a conscientização e divulgação sobre a saúde masculina, houve uma melhora significativa na procura médica preventiva, mas ainda hoje muitos homens só procuram os serviços médicos quando os sintomas aparecem”.

Segundo o especialista, diversas doenças podem ser prevenidas ou diagnosticadas precocemente por meio de consultas regulares e exames periódicos.

A recomendação é que homens com fatores de risco iniciem o acompanhamento médico por volta dos 42 anos. Para aqueles sem histórico familiar ou outros fatores relevantes, as consultas preventivas devem ocorrer regularmente a partir dos 50 anos.

O câncer de próstata continua sendo uma das principais preocupações quando o assunto é saúde masculina. “Hoje já percebemos avanços, mas ainda há resistência, sobretudo ao toque retal e é importante ressaltar que no início, o câncer de próstata geralmente não provoca sintomas.  Por isso, os exames preventivos são fundamentais e o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz”, explicou.

Nogara lembra ainda que o crescimento da próstata faz parte do envelhecimento masculino e costuma ocorrer principalmente após os 45 anos. Entre os sintomas mais frequentes estão dificuldade para iniciar a micção, diminuição da força do jato urinário, necessidade de urinar várias vezes durante o dia ou à noite, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e gotejamento após urinar.

Outro tema que merece atenção é a disfunção erétil. Muito além de comprometer a qualidade de vida, ela pode indicar problemas de saúde mais graves.

“O homem precisa entender que a disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão, alterações hormonais, problemas circulatórios, além de estar relacionada à obesidade, ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e ao uso de drogas”, destacou o urologista.

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