Por Pedro Souza
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A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista deflagrou, na segunda-feira (13), a segunda fase de uma operação que apura um esquema de adulteração e recondicionamento de produtos alimentícios destinados ao consumo humano. A ação resultou na descoberta de uma nova estrutura clandestina utilizada para a manipulação de leite em pó vencido e na prisão em flagrante de um suspeito.
A operação é um desdobramento da ação realizada em 23 de junho, quando a DIG autuou uma fábrica clandestina de whey protein e apreendeu diversos produtos e equipamentos.
Na ocasião, um empresário foi preso em flagrante sob suspeita de alterar prazos de validade de suplementos alimentares, whey protein e leite em pó em um galpão localizado no Jardim Dona Tereza II.
Com o avanço das investigações, os policiais identificaram indícios de que outros imóveis poderiam estar sendo utilizados para a continuidade das atividades criminosas. Após autorização judicial, os investigadores realizaram diligências em um barracão no Jardim Bela Vista, onde encontraram uma fábrica clandestina voltada ao recondicionamento de leite em pó vencido.
No momento da intervenção policial, três funcionários realizavam o fracionamento e o ensacamento do produto, transferindo o conteúdo de embalagens industriais vencidas para novas embalagens destinadas à comercialização. Segundo a investigação, o leite em pó da marca ‘Mega Lac’, vencido desde maio deste ano, era reenvasado em embalagens da marca ‘Arte de Minas’.
Para conferir aparência de regularidade ao produto, os responsáveis utilizavam equipamento eletrônico para imprimir novos lotes e alterar artificialmente o prazo de validade, que passava a constar até julho de 2027.
Durante as buscas, foram apreendidos os equipamentos utilizados na remarcação dos produtos, além de centenas de embalagens vazias de diferentes marcas, matérias-primas vencidas e materiais destinados ao armazenamento de suplementos alimentares. O Instituto de Criminalística realizou a coleta de vestígios e amostras para perícia, enquanto a Vigilância Sanitária Municipal determinou o fechamento e o lacre do imóvel.
De acordo com o delegado Jorge Mazzi, as duas fases da operação revelam a existência de um esquema estruturado de adulteração de alimentos com potencial risco à saúde pública. Conforme apurado, os produtos recebiam informações falsas sobre procedência, composição e validade, podendo expor consumidores a riscos sanitários.
A segunda fase da operação resultou na prisão em flagrante de um indivíduo pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância alimentícia destinada ao consumo. O investigado foi encaminhado à cadeia pública e permanece à disposição da Justiça.
As investigações prosseguem para apurar a origem dos materiais apreendidos e identificar o destino que seria dado aos produtos adulterados. Segundo a Polícia Civil, a operação impediu que uma grande quantidade de alimentos irregulares chegasse ao mercado e fosse consumida pela população da região.



