Por Pedro Souza
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A Controladoria-Geral do Município passa a ser conduzida por Juliane Poiano Celeiro, servidora de carreira da Prefeitura de São João da Boa Vista, que assume a função com a missão de consolidar o controle interno como instrumento preventivo, técnico e integrado à administração. O órgão tem papel estratégico na orientação dos atos administrativos, na fiscalização da aplicação dos recursos públicos e no fortalecimento da transparência e da legalidade.

Criada para atuar de forma preventiva, a Controladoria-Geral não se limita à identificação de falhas, mas busca evitar irregularidades antes que ocorram, contribuindo para a segurança jurídica das decisões e para a melhoria dos serviços prestados à população.
Segundo Juliane, o impacto desse trabalho chega diretamente ao cidadão. “Um controle interno bem estruturado reduz desperdícios, previne irregularidades e melhora a qualidade dos serviços públicos. Quando a administração funciona de forma organizada e responsável, quem ganha é o cidadão”, afirmou.
Ao assumir a função, a nova controladora aponta como prioridade a organização interna do órgão. “Minha prioridade é estruturar e consolidar os fluxos de trabalho da Controladoria Geral, integrando a administração direta e indireta, padronizando procedimentos e fortalecendo uma cultura de controle preventivo, técnico e colaborativo”, explicou.
Juliane acumula experiência em diferentes áreas da administração municipal. Ingressou na prefeitura em 2006 e, ao longo desta trajetória, atuou como pregoeira, gestora de contratos e em setores operacionais. Em 2019, passou a integrar o então Setor de Controle Interno, participando da implantação da Controladoria-Geral. Posteriormente, atuou no Setor de Abastecimento e Controle Patrimonial da Educação e, em 2025, assumiu a Assessoria do Departamento de Administração. Para ela, essa vivência facilita o diálogo com os demais setores. “Conhecer a rotina prática da administração permite uma atuação mais equilibrada. O controle precisa ser técnico, mas também viável, orientando soluções e não apenas apontando problemas”, destacou.
Ao avaliar os avanços desde a criação da Controladoria-Geral, Juliane observa maior maturidade institucional. “Hoje há mais integração entre os setores, servidores de carreira atuando no controle e uma compreensão mais clara da importância do controle interno. O próximo desafio é consolidar a Controladoria como órgão central, com fluxos definidos e visão estratégica”, disse.
Sobre a relação com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), ela avalia que o município tem avançado na organização e na postura preventiva. “A Controladoria atua como ponte entre a administração e o TCE, qualificando informações e antecipando riscos, sempre com transparência e diálogo responsável”, afirmou.
Formada em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Gestão Pública Municipal pela Unifal e em Gestão de Contas Públicas pela Estácio de Sá, Juliane reforça que a Controladoria-Geral não tem caráter punitivo. “É um órgão de apoio à boa gestão. Assumo essa função com responsabilidade técnica e institucional, convicta de que um controle interno bem estruturado é essencial para uma administração mais eficiente e para uma cidade melhor para todos”, concluiu.




