São João tem o 5º maior PIB per capita da região

Por Bruno Manson
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente os dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros referentes ao ano de 2023. A pesquisa foi realizada em parceria com entidades estaduais, incluindo órgãos de estatística e secretarias de governo, além da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

O PIB per capita é um indicador econômico importante que resulta da divisão do Produto Interno Bruto pelo número de habitantes de um determinado território — seja um país, estado ou município. Este valor representa a média da produção econômica por habitante, mas não reflete a distribuição de renda da população.

De acordo com os dados, 4.384 municípios ficaram abaixo do PIB per capita do Brasil, que é de R$ 53.886,67, o que representa 79% das cidades brasileiras. Entre os 16 municípios da região sanjoanense, apenas cinco ultrapassaram essa margem.

Levantamento: dados divulgados pelo IBGE demonstram a evolução do PIB per capita de São João de 2014 até 2023 (Reprodução)

DESTAQUES

O levantamento realizado pelo IBGE apontou que Espírito Santo do Pinhal tem o PIB per capita de R$ 68.194,87, sendo o mais alto da região. Em segundo lugar aparece Mococa com R$ 59.315,81, seguida de Aguaí com R$ 55.308,14 e, posteriormente, São José do Rio Pardo com R$ 55.109,14.

São João da Boa Vista está em quinto lugar neste ranking regional, com o PIB per capita de R$ 54.147,42. Em 2018, o indicador era de R$ 34.506,44 e passou para R$ 35.689,91 em 2019. Já em 2020, ano em que o país sofreu com a pandemia da Covid-19, o PIB per capita sanjoanense foi de R$ 37.416,07. Apesar do impacto econômico na época, São João conseguiu obter um crescimento significativo nos anos seguintes, passando para R$ 44.794,34 em 2021 e R$ 50.614,67 em 2022.

ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL

No ranking regional, Casa Branca registrou o PIB per capita de R$ 53.209,39, quase alcançando a média nacional. Já as demais cidades apresentaram um valor inferior: Divinolândia (R$ 47.372,66), São Sebastião da Grama (R$ 46.152,32), Tambaú (R$ 45.099,80), Santo Antônio do Jardim (R$ 41.420,69), Águas da Prata (R$ 36.960,06), Vargem Grande do Sul (R$ 35.672,43), Caconde (R$ 32.402,16), Itobi (R$ 31.212,74), Tapiratiba (R$ 30.353,14) e Santa Cruz das Palmeiras (R$ 27.334,33).

ANÁLISE

À frente do Departamento de Desenvolvimento Econômico, o diretor Vanderlei Simionato avaliou o levantamento divulgado pelo IBGE e fez algumas considerações, destacando as ações que atualmente estão sendo tomadas pela administração municipal visando alavancar a economia local. “Esta é uma avaliação que gera muitas dúvidas quanto à real distribuição de renda. E estamos falando em 2023”, afirmou. “Podemos garantir que as medidas que tomamos em relação à atração de empresas e a oferta de áreas para a novas indústrias e expansão de atuais, realizadas em 2025, vão gerar empregos e renda para São João, em 2026. Além disso, há programas e projetos de qualificação e requalificação de mão de obra, voltados para as áreas de serviço, comércio e indústria, todos com resultados a partir deste ano”, destacou o diretor.

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