Por Clovis Vieira
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O prédio do Centro Cultural Pagu, inaugurado em junho de 1989, recebe nova pintura após quatro anos exibindo diversos ‘grafites’ nas paredes externas. A ação contou com participação de empresários sanjoanenses, sem custos para a municipalidade.
“Foi uma mudança simples, mas significativa. Eu busquei patrocínio para a renovação da fachada do prédio: tintas e serviço de pintura”, explicou o diretor do Departamento de Cultura, Hélio Correa da Fonseca Filho.

A pintura anterior foi realizada graças a leis de incentivo à cultura, sendo que o prazo para que ficasse exposta encerrou-se no dia 31 de dezembro de 2024.
“Como era final de ano, não haveria tempo de requisitar esse serviço de forma oficial; então eu procurei essa ajuda para a pintura externa do Centro Cultural; dois empresários atenderam o nosso pedido”, informou.
A providência foi requisitada pela diretoria da entidade, preocupada em melhorar o aspecto visual da fachada do ‘Pagu’.
GRAFITE
Outro motivo que incentivou essa mudança foi o desgaste nos desenhos, resultado da passagem do tempo e das intempéries que castigaram as paredes externas.
“Os desenhos já estavam se apagando, ficando feios, recebendo críticas. Como haveria a comemoração dos 25 anos do Arquivo Histórico Municipal ‘Matildes Lopes Salomão’, localizado no interior do Centro Cultural Pagu, considerei como válido esse investimento para receber os convidados para o evento e os homenageados pela efeméride”, disse.
Fonseca acredita que, no futuro, os grafites podem voltar a ser destaque naquelas paredes, desde que um projeto assim seja discutido e analisado por um grupo de pessoas, em busca de aprovação por novo visual.
“A pintura anterior teve o seu valor, é claro, mas vencido o prazo e o desgaste da pintura foram os motivadores para essa mudança, com destaque para as comemorações dos 25 anos do Arquivo Histórico”, completou.
NOVOS PROJETOS
Questionado sobre a boa vontade do empresariado sanjoanense em ações similares, Hélio se mostra cauteloso, lembrando que faz apenas 45 dias que atua na Pasta.
“Esta é a primeira procura que eu faço e, em três empresários consultados, eu tive a felicidade de conseguir apoio de dois deles. Eu tenho novos projetos para este ano que, para a realização, voltarei a procurar por patrocínio”, contou.

O diretor de Cultura também revelou que, embora ainda não saiba da disponibilidade do empresário sanjoanense por ajudar em ações assim, alguns deles já sinalizaram ‘positivo’ para quando chegar o momento.
O prédio do Centro Cultural Pagu, construído há 36 anos, possui três pavimentos e abriga o Memorial Patrícia Rehder Galvão (Pagu) e o Arquivo Público e Histórico ‘Matildes Rezende Lopes Salomão’. Na parte térrea do prédio funciona a Casa do Artesão com a participação de mais de uma dezena de artesãs, que trabalham em sistema de rodízio, em dois períodos.




