Por Bruno Manson
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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) instituiu o Grupo de Trabalho da Cadeia Leiteira da Agricultura Familiar (GT-Leite) para articular ações emergenciais e estruturantes de apoio ao setor. A medida é uma iniciativa do ministro Paulo Teixeira, que se reuniu recentemente em São João da Boa Vista com autoridades locais, lideranças rurais e representantes de diversas instituições para discutir alternativas para a retomada e fortalecimento da pecuária leiteira regional.

A criação deste grupo surge em um momento de atenção especial à cadeia do leite, diante de oscilações de mercado, altos custos de produção e perda de competitividade dos pequenos produtores, fatores que afetam diretamente a renda e a permanência das famílias no campo.
O GT-Leite terá o papel de elaborar diagnósticos e propor medidas estruturantes que ampliem a sustentabilidade econômica, ambiental e produtiva da cadeia leiteira, com ênfase em crédito, comercialização, industrialização local e fortalecimento das cooperativas familiares. As ações pretendem garantir condições mais estáveis de produção e comercialização, valorizando o leite como um dos pilares da agricultura familiar no Brasil. Inicialmente, o grupo irá trabalhar por 30 dias, prorrogáveis por igual período, apresentando, ao final, um relatório com recomendações e propostas a Paulo Teixeira.
FORMAÇÃO
A composição do colegiado inclui seis representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, entre eles a Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF) — a qual será responsável pela coordenação —, a Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (Seab), a Secretaria Executiva, a Assessoria Especial do Gabinete do Ministro e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para Vanderley Ziger, secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, a iniciativa reforça o papel do órgão na construção de políticas públicas atentas às demandas da agricultura familiar. “A cadeia do leite é uma das mais importantes da agricultura familiar, presente em todos os estados e essencial para a segurança alimentar das comunidades rurais. Este grupo será um espaço de construção conjunta, ouvindo quem está na ponta da produção e transformando as demandas das famílias em ações concretas que garantam renda, estabilidade e valorização do produtor familiar de leite”, avaliou.

da cadeia produtiva de leite
PARTICIPAÇÃO SANJOANENSE
Além dos membros oficiais do MDA, o GT-Leite será um espaço aberto à colaboração de movimentos sociais, cooperativas, instituições de pesquisa, governos locais e entidades de formação profissional. São João da Boa Vista será representada pelos produtores rurais Edvaldo Vasconcellos, Fábio Henrique de Barros Pimentel e Fábio Luis Cabral do Nascimento Pinto, além de Mateus Ferrari Ananias, gerente-executivo da Associação Comercial e Empresarial (ACE São João).
INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES
O grupo ainda conta com a participação de Bruno Meireles Leite, coordenador-geral de Produção Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Glauco Carvalho, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Guilherme Souza Dias, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Fernando Pinheiro, analista técnico e econômico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); Sandra Bonetti, secretária de Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag); Elizandro Paulo Krajczy, coordenador estadual da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf); Adelar José Pretto, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Adair Alves, vice-presidente da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Paraná); Jelton Francisco Fernandes, assessor técnico da Câmara dos Deputados/Núcleo Agrário; além do pesquisador Rodrigo Maule e do consultor Valter Bianchini, da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq/USP).




