Por Clovis Vieira
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De acordo com queixas de expositores, a Prefeitura de São João teria suspendido apresentações musicais na feira ‘Artes na Praça’, que tem lugar na praça Cel. Joaquim José. O evento, que comercializa artesanato em geral, comidas e bebidas, ocorre todo segundo sábado de cada mês, das 10h às 20h. Reúne dezenas de expositores, muitos deles tendo esta como a única fonte de renda familiar. “Com essa medida, o prejuízo é de todos, mas é maior para os feirantes da gastronomia”, denunciou um participante que prefere não ser identificado.

Questionada a respeito, a prefeitura respondeu por meio do Departamento de Turismo. “Não houve proibição de apresentações musicais ao vivo na Feira de Artesanato. Ocorre que, quando a iniciativa é de caráter particular, como a realização de vendas e exposições na praça, a utilização do espaço público deve ser formalizada por meio de autorização e locação do espaço. Nesses casos, cabe ao organizador do evento se responsabilizar pela estrutura e também por eventuais situações decorrentes da atividade, incluindo música ao vivo”.
BARULHO
Fabiana Aparecida Fontainhas Moralli, organizadora da Feira ‘Artes na Praça’, informou que o evento existe desde 2019. “Antes, nós fazíamos [a Feira] na praça da Catedral, quando fomos informados que não poderia mais ter nenhum tipo de evento naquele local, pois a igreja [Catedral de São João Batista] não queria mais o barulho. Aí fomos realocados para a praça Coronel Joaquim José”, contou.
Outro expositor lembrou que o evento mensal se torna uma ‘vitrine’ para os muitos cantores e grupos musicais sanjoanenses mostrarem o seu trabalho ao público que passa pelo local, em muitos casos recebendo um cachê para se apresentar. “Nós, que comercializamos artesanato, somos prejudicados porque a Feira sem música não atrai visitantes, mesmo que seja para conhecer nossos produtos. E tem prejuízo também para a cidade que, cada vez mais, fica sem atração aberta para o público em geral”.
PODER, PODE
A organizadora da Feira acrescentou que para os artesãos foi uma mudança melhor, pois o novo local tem maior fluxo de pessoas. “Aí, quando foi logo após a Feira de agosto, depois do dia dos pais, que o Departamento de Turismo nos informou que a prefeitura proibiu música ao vivo nas feiras, pois os moradores entraram em contato direto com a prefeitura e pediram para não haver mais música por causa do barulho, foi um choque”. Ela garante que a Feira só vai até às 20h e que ela pede para que se desligue o som dez minutos antes desse horário: “Eu sempre controlava o volume, já para não atrapalhar”.
Perante a polêmica, a administração municipal deixou claro: “Portanto, a realização de apresentações musicais continua possível, desde que respeite os moradores locais e que sejam observados os trâmites legais e que haja a devida responsabilização do organizador se houver algum eventual problema”, finalizou.




