João Bosco será uma das atrações do Festival Assad

Por Clovis Vieira
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A partir desta quarta-feira (23), o Theatro Municipal de São João será palco de um dos mais importantes eventos de música instrumental do Brasil: o Festival Assad. Em sua 13ª edição, o evento homenageia o renomado Duo Assad, formado pelos irmãos Sérgio e Odair, que celebram 60 anos de carreira musical. A edição também presta tributo aos 35 anos de carreira da multi-instrumentista sanjoanense Badi Assad. Um dos destaques do evento deste ano é a vinda do cantor e compositor João Bosco, que se apresentará no domingo (27), às 19h, no Theatro Municipal.

Um dos destaques do evento deste ano é a vinda do cantor e compositor João Bosco, que se apresentará no domingo (27), às 19h, no Teatro Municipal (Divulgação/Flora Pimentel)

Criado em 2012, o Festival Assad tem como marca a excelência artística e o acesso democrático à cultura, de acordo com Fafá Noronha, uma das idealizadoras do projeto. Ao longo de sua programação, o evento reúne artistas consagrados internacionalmente em apresentações, oficinas e masterclasses totalmente gratuitas, incentivando o contato direto do público com grandes nomes da música instrumental. “Os shows, oficinas e masterclasses permitem que o público se aproxime e aprenda com grandes nomes da música instrumental mundial; e o melhor: sem nenhum custo. É uma chance imperdível”, destacou. O festival tem apoio da Lei Rouanet e do Programa de Ação Cultural (Proac).

ACESSÍVEL

Segundo Fafá, desenvolver o Festival Assad é sempre um desafio gratificante. “Neste ano, houve um importante aumento no apoio dos patrocinadores, um sinal claro do reconhecimento da relevância cultural do evento. Cada vez mais, cresce a compreensão sobre a importância de incentivar a arte e a música como ferramentas de transformação”.  E completou, “essa realidade permite manter a proposta de acesso totalmente gratuita a todo o conteúdo, reafirmando o compromisso dos realizadores de fazer um festival verdadeiramente acessível, democrático e voltado para todos os públicos”.

Homenagem: festival prestará tributo aos 35 anos de carreira da multi-instrumentista Badi Assad (Divulgação/Festival Assad)

Sobre a possibilidade de o Festival ter conseguido formar um público ‘diferenciado’ de ouvintes mais ‘exigentes’, Noronha ressaltou que o evento tem atraído um público cada vez mais curioso, engajado e aberto à escuta atenta.

“Seja nas oficinas, nas masterclasses ou nos shows, vemos uma resposta muito positiva e crescente”. De acordo com ela, “estamos formando uma comunidade apaixonada pela música instrumental, que valoriza tanto a qualidade artística quanto a experiência compartilhada”.

TANTO A MELHORAR

Ao ser questionada sobre como será comemorar 35 anos de atividades artísticas num festival que leva o nome da família. Badi Assad registrou que “isso comprova que o amor, seja pelo outro, por si ou por uma causa, opera milagres”. Sobre o que foi aprendido nesse tempo de carreira, como artista da música e que ela levará para sempre, afirmou: “A arte é um bálsamo, um ponto cotidiano onde partidas e chegadas se encontram numa roda infinita entre a musa música, eu e todos aqueles que compartilham dessa experiência comigo”.

Ao avaliar a situação atual da música nacional, a sanjoanense ponderou que “a criatividade brasileira é de se estender tapete vermelho. As novas gerações têm apresentado material riquíssimo de inteirezas e diversidades, espalhados pelo país. Já as políticas públicas, a forma com que o artista tem que se virar pra sustentar-se… ah… tanto a melhorar!”, concluiu.

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