Por Clovis Vieira
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O Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, demonstra que hoje, além de serem ‘mães e pais com açúcar’, avós e avôs também cuidam muito bem de si. Visitas periódicas a médicos, realização de exames de laboratório, ingestão de suplementos e vitaminas e até participação em academias de ginástica agora fazem parte do dia a dia de muitos integrantes da terceira idade. “Eu tenho um amor e um carinho por cada um dos meus netos, mas eu também cuido muito bem de mim”, afirmou Derli Zaíra Torres Cavalcanti, 82, avó desde 1990. São dez netos e dois bisnetos, com idades entre nove e 35 anos, que alegram a casa.

Viúva desde 2011, ela se mantém ativa e ainda atua na profissão de cabeleireira, que exercitou por 70 anos. “Eu cuido muito de mim e da minha saúde, para não dar qualquer preocupação desse tipo aos filhos e netos: todas as minhas vacinas estão em dia, não faço extravagâncias e pratico pilates”, contou, mesmo já tendo feito cirurgia em ambos os joelhos. “Eu gosto muito de trabalhar… e também de fazer os quitutes para meus netos; cada dia é uma encomenda!” contou sorrindo. Seu modo de vida pode ser considerado um exemplo para muitos avós.
IMUNIDADE
A data também é uma oportunidade para reforçar o carinho e o cuidado com quem tanto cuida da família. Mais do que afeto, o Dia dos Avós pode ser um lembrete importante sobre a saúde das pessoas idosas, especialmente no que diz respeito à vacinação. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal da população com 60 anos ou mais ficou abaixo da meta em diversas campanhas dos últimos anos.
Em 2023, por exemplo, a vacinação contra a gripe atingiu pouco mais de 60% dos idosos, quando o ideal seria 90%. O mesmo cenário se repete em outras vacinas, o que acende um alerta para os riscos dessa baixa adesão. “O envelhecimento torna o sistema imunológico mais vulnerável, por isso a vacinação é ainda mais importante nessa fase da vida. Ela ajuda a prevenir doenças graves, que podem levar à internação e até ao óbito. As vacinas são aliadas poderosas da longevidade com qualidade de vida”, explicou a enfermeira especialista em vacinação, Elisa Lino.
Na terceira idade, o organismo tende a responder de forma mais lenta e frágil às infecções, o que pode acelerar a evolução de quadros clínicos simples para doenças graves. “Uma gripe que em uma pessoa jovem se resolve em poucos dias, no idoso pode evoluir para uma pneumonia, exigindo internação e até suporte em UTI. Da mesma forma, o vírus da catapora, que permanece adormecido no organismo e pode se reativar com o tempo, causa o herpes zóster, uma condição que provoca dor intensa e pode deixar sequelas neurológicas duradouras”, explicou a especialista.




