Praticar exercícios durante o inverno exige cuidados extras

Por Ana Paula Fortes
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Com a chegada do inverno, manter a regularidade nos treinos pode se tornar um desafio. As temperaturas mais baixas, a preguiça matinal e a vontade de permanecer sob as cobertas acabam desmotivando até os mais disciplinados. No entanto, seguir ativo durante essa estação é essencial para a saúde física e mental. Para ajudar quem quer vencer a inércia e continuar se exercitando com segurança, o professor de Educação Física, David Souza, traz orientações práticas e esclarece dúvidas comuns sobre treinos no frio.

Inverno: o aquecimento deve ser mais longo e dinâmico do que o habitual (Divulgação/Pexels)

MOTIVAÇÃO

Segundo David, a queda na motivação é a principal barreira enfrentada por quem treina nos dias frios. “Ninguém gosta de sair do conforto do lar, mas é preciso manter o foco nos objetivos e lembrar dos benefícios que o exercício físico traz para a nossa saúde e bem-estar”, afirmou.

Uma estratégia eficaz é estabelecer uma rotina fixa de treinos, com horários definidos. “Ter um planejamento e contar com a companhia de um amigo ou familiar pode ajudar muito. O apoio mútuo cria um senso de compromisso e torna o treino mais prazeroso”, aconselhou.

RISCO DE LESÕES

O inverno exige cuidados extras com o corpo. Em temperaturas mais baixas, os músculos ficam mais rígidos e demoram mais para aquecer, o que aumenta o risco de lesões musculares. “É essencial investir em um aquecimento mais longo e dinâmico do que o habitual. O alongamento estático deve ser reservado para o final do treino, quando a musculatura já está aquecida”.

As atividades físicas em ambientes fechados são as mais recomendadas no inverno, pois evitam o contato direto com o ar gelado. “Academia, pilates, dança e artes marciais são ótimas opções e ajudam a manter o corpo aquecido”, sugeriu.

Mas quem prefere se exercitar ao ar livre também pode continuar ativo, desde que tome alguns cuidados. “É importante começar devagar e aumentar a intensidade progressivamente. E nunca pular o aquecimento”, alertou.

Em dias de frio intenso, o treino domiciliar pode ser uma excelente alternativa. De acordo com David, atividades como pilates, yoga e exercícios funcionais são ideais por exigirem pouco espaço e poucos equipamentos. “Com o apoio de consultorias online, é possível receber orientação profissional e acompanhar vídeos explicativos com segurança”.

Para quem tem doenças respiratórias, como asma, o frio e o ar seco podem ser prejudiciais. “Nesses casos, o ideal é evitar exercícios ao ar livre, ou realizá-los em horários com temperaturas mais amenas”, recomendou. Já os idosos devem priorizar atividades de baixo impacto, como caminhadas leves ou treinos supervisionados, sempre com atenção à hidratação, vestuário apropriado e acompanhamento profissional.

Vestir-se adequadamente faz toda a diferença. Tecidos como poliamida e poliéster são ideais para manter a temperatura corporal, além de ajudarem na absorção do suor. “As roupas térmicas, como camisetas e calças conhecidas como ‘segunda pele’, são grandes aliadas. As jaquetas corta-vento também protegem contra o ar gelado e evitam resfriados”, indicou.

HIDRATAÇÃO

Mesmo que o frio reduza a sensação de sede, a hidratação continua sendo fundamental. “Muita gente acredita que no inverno não precisa beber água, o que é um mito perigoso. A desidratação pode causar cãibras, fadiga e queda no desempenho”.

Além da água, outras fontes de hidratação são bem-vindas: “Chás, sopas, frutas e vegetais ricos em líquidos ajudam a complementar a ingestão diária”, recomendou.

ALIMENTAÇÃO

O corpo gasta mais energia no inverno para se manter aquecido, mas isso não significa uma queima calórica significativa. “Esse aumento é pequeno e não garante perda de peso. Por isso, a alimentação deve ser ajustada com o apoio de um nutricionista, para garantir energia suficiente para o treino e a recuperação muscular”, explicou.

Para manter o ritmo de treinos no inverno, mais do que intensidade, o importante é manter a constância. “Treinar acompanhado, seguir um planejamento e ter metas realistas ajudam a não perder o foco. A prática regular, mesmo que moderada, traz benefícios consistentes à saúde”, finalizou.

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