Por Bruno Manson
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Uma denúncia anônima salvou a vida de uma moradora da Vila Luzitana, em São João da Boa Vista. A mulher vinha sendo espancada pelo companheiro e, graças à intervenção da Polícia Civil, o caso não terminou de forma trágica.
Na manhã de segunda-feira (9) a equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) recebeu a informação de que um homem estava agredindo a companheira desde a madrugada. A denúncia dava conta de que a vítima gritava e pedia por socorro.
Diante disso, os investigadores foram até o endereço mencionado para averiguar o caso. Assim que chegaram no local, já na calçada, os agentes ouviram novos gritos. Ao entrarem na casa, eles flagraram o morador desferindo socos contra a esposa e rapidamente interviram.

MOMENTOS DE TERROR
Os policiais civis conversaram com a mulher, a qual relatou a violência que sofreu durante toda a madrugada e perdurou até aquele momento. A vítima apresentava múltiplos hematomas, além de cortes na cabeça e no pescoço causados por uma fechadura. Além das agressões, ela ainda foi ameaçada de morte com uma faca. A moradora precisou ser encaminhada para atendimento médico e permaneceu internada em observação devido aos graves ferimentos que sofreu.
EMBRIAGUES E CIÚMES
Conforme apurado, o agressor estava embriagado e alegou ciúmes. Na ocasião, a equipe policial apreendeu a fechadura usada para agredir a mulher, a qual estava com vestígios de sangue. O morador foi preso em flagrante e conduzido ao exame de corpo de delito. Após o registro da ocorrência no Plantão Policial, ele foi levado para a Cadeia Pública, permanecendo à disposição da Justiça. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio.
FEMINICÍDIO
Quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, de acordo com o Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado na quarta-feira (11) pelo Governo Federal. O levantamento aponta que o número de feminicídios no Brasil teve aumento de 0,69% em relação a 2023. Para se ter ideia, em 2024, foram 1.459 vítimas, enquanto que no ano anterior foram 1.449.
O estudo mostra que, a cada 100 mil mulheres, 1,34 caso foi registrado. Este número se manteve pelo segundo ano consecutivo. Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades com maior quantidade de vítimas no período.
CRESCIMENTO
Desde 2020, verifica-se um crescimento gradual no número absoluto de feminicídios no Brasil. Os dados apontam 1.355 vítimas em 2020, 1.359 em 2021, 1.451 em 2022, 1.449 em 2023 e 1.459 em 2024.
A Região Centro-Oeste manteve a maior taxa, com 1,87 caso por 100 mil mulheres em 2024, superando a média nacional. Em contraste, a Região Sudeste apresentou a menor taxa, com 1,16 caso por 100 mil mulheres, embora tenha concentrado o maior número absoluto de vítimas, com 532 registros.




