Conta de luz fica mais cara em junho

Por Ana Paula Fortes
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ativou a bandeira tarifária vermelha patamar 1 para junho, aumentando o valor da conta de luz em R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. O motivo é a redução do volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, que está abaixo da média histórica, obrigando o acionamento de termelétricas – fonte mais cara e poluente.

Em comunicado, a Aneel alertou que a geração hidrelétrica diminuiu em relação a maio, elevando os custos. “A situação exige o uso de fontes alternativas, como termelétricas, que encarecem a produção de energia”, explicou a agência.

Motivo: redução da água nos reservatórios eleva contas de energia (Divulgação/Shutterstock)

COMO ECONOMIZAR

Diante do cenário, o engenheiro ambiental Carlos Augusto O. Neves listou medidas para reduzir o impacto na conta de luz como: evitar consumo excessivo de energia em horário de pico, geralmente entre 18h e 21h; aproveitar a luz natural, reduzindo o uso de lâmpadas artificiais. “Uma das sugestões é substituir lâmpadas antigas por LED, que consomem até 80% menos energia. Desligar aparelhos da tomada em vez de deixá-los em stand-by, que ainda gasta energia, mesmo que em menor quantidade. Reduzir tempo no chuveiro elétrico; regular a temperatura da geladeira e do ar-condicionado, usar ferro de passar apenas para o essencial. Investir em vegetação em casa, pois plantas melhoram o conforto térmico, reduzindo o uso de ventiladores e ar-condicionado”, sugeriu.

SOLUÇÕES A LONGO PRAZO

O engenheiro também destacou a importância da preservação ambiental para garantir a recarga de aquíferos, aumento na quantidade de chuvas, e a estabilidade dos reservatórios. “Áreas verdes ajudam a manter os níveis de água, evitando crises energéticas futuras”, afirmou.

Outra alternativa é o uso de energia solar. “A instalação tem custo inicial, mas a médio e longo prazo se torna viável, aliviando a dependência da rede convencional”, sugeriu.

Enquanto os reservatórios não se recuperam, a bandeira vermelha deve seguir acionada, mantendo a pressão sobre o bolso do consumidor. A Aneel recomenda monitorar o consumo e adotar hábitos de economia para mitigar os efeitos do reajuste.

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